Governo não prolonga estado de alerta devido aos fogos mas mantém "patrulhamento dissuasor reforçado"

CNN Portugal | Agência Lusa , BMA
22 ago, 20:19

Ministro da Administração Interna justifica a decisão com o facto de estar de volta um "quadro regular de verão" a partir desta quarta-feira

O Governo decidiu não prolongar a situação de alerta no país devido ao risco de incêndio florestal elevado, que deixa de vigorar a partir das 00:00 desta quarta-feira, anunciou o ministro da Administração Interna.

“Em função deste quadro de melhoria significativa a partir de quarta-feira das condições meteorológicas, entendemos que era possível aliviar as restrições associadas ao perigo de incêndios rurais e decidimos, por isso, não prolongar a situação de alerta ”, disse o ministro José Luís Carneiro em conferência de imprensa.

O governante falava na sede da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANEPC), onde justificou a decisão com um regresso a partir de quarta-feira a um “quadro regular de verão, pese embora o quadro conhecido de todos de seca severa e seca extrema”.

Ainda assim, sublinhou que “a situação continua a exigir especiais cuidados” pelo que a ANEPC mantém o país em alerta laranja em 16 distritos na terça-feira e em cinco distritos na quarta-feira.

Segundo o ministro, o alerta laranja vai centrar-se “muito particularmente nos distritos do norte e do centro” do país.

José Luís Carneiro adiantou ainda que vão manter-se em “funções de patrulhamento e fiscalização 300 patrulhas diárias da Guarda Nacional Republicana (GNR)”, a quem caberá a coordenação com “mais 300 patrulhas que integram várias entidades externas” - como os municípios, referiu. “Ou seja, manter-se-á o patrulhamento dissuasor reforçado”, disse o ministro.

A ANEPC, acrescentou, fará o pré-posicionamento de meios terrestres e aéreos consoante o risco no território e “manterá, como é regular, a sua avaliação diária para, em função das necessidades e das alterações das previsões meteorológicas, poder adaptar e ajustar a resposta às necessidades que venham a ser diagnosticadas e que resultam das condições no terreno”.

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