Défice orçamental cai para 2,8% do PIB em 2021

Agência Lusa , AM/HMC
25 mar, 11:09
Dinheiro

Para 2022, os valores apresentados pelo INE apontam para um défice de 1,9%

O défice das Administrações Públicas, em contabilidade nacional, caiu para 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, abaixo da meta oficial do Governo, depois de ter disparado para 5,8% em 2020, divulgou o INE.

"De acordo com os resultados provisórios obtidos neste exercício, em 2021 o saldo das Administrações Públicas (AP) atingiu 5.977,1 milhões de euros, o que correspondeu a 2,8% do PIB (-5,8% em 2020)", refere o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O Governo estimava, na proposta do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) que foi chumbada, entregue em outubro, um défice de 4,3% do PIB, mas o Ministério das Finanças já antecipava que o défice em contabilidade nacional, a que conta para as comparações internacionais, deveria fixar abaixo da meta prevista.

Para o ano corrente (2022), as estimativas da capacidade/necessidade líquida de financiamento, da dívida bruta e do PIB nominal são da responsabilidade do Ministério das Finanças, tendo por base o cenário macroeconómico e orçamental que será apresentado no Programa de Estabilidade de 2022", refere a nota do INE.

Governo estima baixar dívida pública para 120,8% do PIB este ano

O Governo prevê baixar o rácio da dívida pública face ao PIB para 120,8% este ano, menos dois pontos percentuais do que previa anteriormente.

No relatório do Procedimento por Défices Excessivos, enviado pelo INE ao Eurostat, o Ministério das Finanças prevê que o peso da dívida pública caia para 120,8% este ano, menos 6,6 pontos percentuais (p.p.) do que os 127,4% do PIB registados em 2021.

Esta estimativa compara com os 122,8% previstos na proposta do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) entregue em outubro no parlamento e chumbada, e irá integrar o cenário macroeconómico do Programa de Estabilidade, que terá de dar entrada na Assembleia da República até ao dia 15 de abril.

A informação que integra o relatório do Procedimento por Défice Excessivo para 2021 e anos anteriores é da responsabilidade do INE sobre a compilação da capacidade/necessidade líquida de financiamento e do Banco de Portugal sobre a dívida bruta, mas para 2020 é do Ministério das Finanças.

"Para o ano corrente (2022), as estimativas da capacidade / necessidade líquida de financiamento, da dívida bruta e do PIB nominal são da responsabilidade do Ministério das Finanças, tendo por base o cenário macroeconómico e orçamental que será apresentado no Programa de Estabilidade de 2022", refere o relatório do organismo nacional de estatística.

Avaliação bancária na habitação atinge recorde de 1.314 euros/m2 em fevereiro

Já o valor mediano de avaliação bancária na habitação subiu em fevereiro para novo máximo histórico de 1.314 euros por metro quadrado (m2), um aumento homólogo de 11,9% e mais 22 euros do que em janeiro, divulgou o INE.

Para este cálculo, o número de avaliações bancárias consideradas foi de 29 mil, mais 24,2% do que no mesmo mês de 2021, segundo referiu hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Taxa de poupança das famílias cai para 10,9% em 2021

Por outro lado, a taxa de poupança das famílias caiu para 10,9% do rendimento disponível no quarto trimestre de 2021, uma redução de 0,8 pontos percentuais (p.p.) face ao trimestre anterior. De acordo com os dados do INE, no final do ano passado, por cada 100 euros disponíveis, as famílias poupavam cerca de 10,9 euros.

"Este desempenho foi consequência do aumento em 2,3% do consumo privado (variação de 1,1% no trimestre anterior), superior ao crescimento do rendimento disponível (1,4%)", revela a nota do organismo de estatística.

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