França: polícia judiciária faz buscas na sede do Lille

24 mai, 18:39
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A polícia judiciária francesa está a fazer buscas na sede do Lille, à procura de provas de irregularidades na transferência de jogadores. O clube francês anunciou, entretanto, que está a colaborar com as autoridades e garante que as buscas estão relacionadas com uma queixa apresentada pela nova direção do clube.

As buscas estão a decorrer no edifício Luchin, a sede do Lille, e a polícia judiciária já ouviu várias pessoas, entre as quais Julien Mordacq, diretor administrativo e jurídico do clube.

O clube já tinha bloqueado o pagamento de comissões a agentes desportivos há vários meses e abriu uma auditoria interna, através de uma sociedade de advogados, para apurar as razões do pagamento de várias quantias a empresários. Entretanto, os agentes desportivos apresentaram várias queixas contra o clube junto do Tribunal Comercial de Lille e da FIFA.

A intervenção da polícia judiciária poderá, no entanto, estar relacionada com a transferência do avançado nigeriano Victor Osimhen, que saiu para o Nápoles, no final de julho de 2020, por 71,3 milhões de euros.

Nesta transferência, quatro jogadores do clube italiano, incluindo o guarda-redes Orestis Karnezis, ainda no clube, foram vendidos ao Lille por um valor total de 20,3 milhões de euros. Os outros três jogadores, visivelmente supervalorizados, como evidenciam os seus salários na época, entre 5 e os 10 mil euros brutos mensais, eram o avançado Ciro Palmieri, o lateral direito Luigi Liguori e o defesa-central Claudio Manzi. Estes três jogadores acabaram por rescindir os respetivos contratos com o Lille.

A transferência de Osimhen só rendeu ao Lille cerca de 36 milhões de euros líquidos.

Recordamos que, em meados de abril, os tribunais italianos, absolveram onze clubes italianos suspeitos de «transferências duvidosas», incluindo o Nápoles, que era suspeito de ter inflacionado a compra de Osimhen.

O Lille emitiu, entretanto, um comunicado a dizer que está a colaborar com as autoridades judiciárias. «Na sequência da auditoria interna realizada no início do ano de 2021 pelos novos dirigentes do clube, o Lille apresentou uma queixa em outubro de 2021, considerando ter sido vítima de um certo número de contratos assinados pela anterior direção. O Lille colabora naturalmente nesta investigação e está inteiramente à disposição da polícia e da justiça no quadro deste inquérito», escreveu o clube.

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