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Wolff sobre Hamilton na Ferrari: «Todos querem conduzir um carro vermelho»

2 fev, 14:57
Toto Wolff

Diretor executivo da Mercedes assumiu no entanto que o anúncio repentino deixou-o surpreendido e comenta o rumor Vettel

Os holofotes estavam todos apontados para fecho do mercado de inverno de futebol (Portugal fechou na véspera), mas o que chocou o mundo do desporto foi uma transferência na Fórmula 1: Lewis Hamilton vai ser piloto da Ferrari a partir de 2025.

Toto Wolff, diretor executivo da equipa de Fórmula 1 da Mercedes, admitiu ter ficado surpreendido com o anúncio repentino da saída do piloto britânico.

«Se me tivessem dito há dois dias que o Lewis mudar-se-ia para a Ferrari, não teria acreditado. Ele contou-me a novidade quando fomos beber café, mas não tentei convencê-lo do contrário. Sinceramente não dói, porque não é como se uma pessoa de quem gosto desaparecesse, ele apenas vai mudar de equipa. Agora o importante é perceber quais as melhores decisões daqui para frente», referiu esta sexta-feira, em conferência de imprensa organizada pela Mercedes.

O ex-piloto austríaco confirmou a existência de uma cláusula no contrato que permitiria a Hamilton terminá-lo antecipadamente, algo que «estava claro que aconteceria», mas vincou que o momento foi «uma surpresa».

«Ele disse-me que precisava de um novo desafio, de um novo ambiente e que esta é provavelmente a última oportunidade para fazer outra coisa. Está connosco há 12 temporadas [chegou em 2013]. Todos os pilotos de corrida querem conduzir um carro vermelho e vestir-se de vermelho», explicou.

Na Mercedes, com a saída do sete vezes campeão mundial de Fórmula 1, vai sobrar um lugar vago, que tem vários pretendentes, mas Toto admitiu que a decisão ainda não está tomada e que «as coisas podem mudar rapidamente».

«Em primeiro lugar, é ótimo termos George no cockpit. Isso torna a decisão pelo segundo assento muito mais tranquila. Ainda não decidimos se estamos à procura de alguém com experiência ou um novato. Vettel? Acho que ele tomou a decisão de não querer voltar à Fórmula 1. Não quero ter pensamentos românticos agora», concluiu.

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