Finalíssima: Itália-Argentina, 0-3 (crónica)

1 jun, 21:46

Vitalidade argentina põe fim ao ciclo italiano

A Argentina bateu a Itália esta quarta-feira por 3-0 e conquistou a primeira edição da Finalíssima, o novo troféu intercontinental que opõe o campeão europeu e o campeão sul-americano.

Menos de um ano depois, a squadra azzurra voltou a Wembley, onde no passado verão conquistou o título europeu, mas o regresso foi mesmo infeliz. Os comandados de Roberto Mancini, que vão falhar o segundo Mundial consecutivo, foram dominados – e em alguns momentos banalizados – pelos vencedores da Copa América, que deram uma prova de vitalidade a cerca de cinco meses de viajarem para o Qatar.

O FILME DO JOGO

É certo que a partida começou amarrada e com poucas ocasiões de golo. Até que Lionel Messi, muito saudado a partir das bancadas, começou a vislumbrar a jogada do golo inaugural. O avançado do PSG ia desenhando algumas arrancadas em drible e os defesas italianos viam-se atrapalhados para o travar. Enquanto isso, a Argentina exercia uma pressão alta e recuperava a bola em zonas bem adiantadas.

Foi precisamente numa dessas recuperações que os sul-americanos chegaram ao golo. Aos 28 minutos, Tagliafico roubou a bola, que ficou à mercê de Lo Celso. O médio entregou-a a Messi e o camisola 10 tratou do resto, ao virar sobre Di Lorenzo e, já dentro da grande área, servir Lautaro Martínez para uma finalização fácil, apenas com um desvio à «boca» da baliza.

A squadra azzurra não encontrava maneira de contrariar a pressão da albiceleste e voltou a sofrer, desta feita em cima do intervalo. Depois de ter inaugurado o marcador, Lautaro aguentou bem a carga de Bonucci a meio-campo e serviu Di María. Entre a hesitação de Donnarumma e a pouca velocidade de Chiellini, o ex-Benfica foi o mais astuto e picou a bola sobre o companheiro de clube, com um «chapéu» irrepreensível, tal como tem tornado hábito em finais.

Em dia de despedida da seleção italiana, Chiellini já nem voltou para o segundo tempo, assim como Belotti e Bernardeschi. Ora, a tripla substituição de Roberto Mancini de pouco valeu. Itália continuava sem conseguir ligar-se ao jogo e a segunda parte foi sofrível. Messi abriu o livro e os colegas de ataque estiveram no mesmo patamar.

À campeã europeia ia valendo Donnarumma a travar as inúmeras iniciativas dos sul-americanos, que colocaram a nu a impotência de uma seleção italiana ainda abalada pelo apuramento falhado para o Mundial2022.

Em tempo de compensação, com os defesas italianos já resignados, foi Paulo Dybala quem elevou a contagem e deu justiça ao marcador, através de um remate colocado, o único que o guardião transalpino não conseguiu travar durante o segundo tempo.

Mancini, na antevisão a esta partida, tinha prometido iniciar uma renovação na squadra azzurra, pois o ciclo estava a fechar-se e era hora de apostar em jovens. Mais certo não poderia estar.

Após o apito final, Messi, que conseguiu o segundo título pela seleção principal, recebeu o prémio de homem do jogo e acabou levantado no ar pelos colegas. Já Argentina, repete, assim, um feito semelhante ao de 1993. Nesse ano, os sul-americanos derrotaram a então campeã europeia Dinamarca de Schmeichel e Laudrup, na segunda e última edição do Troféu Artemio Franchi, que também opunha os campeões da Europa e América do Sul.

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