Pinto da Costa torce pelo Benfica na Europa: «Em Portugal quero que perca sempre»

17 abr, 10:37
Apresentação do projeto da nova Academia do FC Porto (JOSÉ COELHO/LUSA)

Presidente do FC Porto abordou a possibilidade de o clube ficar de fora da Champions em 2023/24

O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, revelou que torce sempre pelas equipas portuguesas na Europa e com o Benfica não é exceção. 

«Independentemente de abrir ou não abrir, gostava sempre que qualquer equipa portuguesa ganhasse uma prova internacional. Naturalmente que não vou ser hipócrita: em Portugal, quero que o Benfica perca sempre. Mas, quando qualquer equipa nacional está a jogar no estrangeiro, quero que ganhe. Obviamente queria que ganhasse», referiu, em entrevista à rádio Renascença.

O dirigente foi também questionado sobre a possibilidade de os dragões entrarem diretamente na Liga dos Campeões, algo que só poderia acontecer num cenário em que estes terminassem em segundo lugar e o vencedor da Liga Europa garantisse a Liga dos Campeões através do respetivo campeonato nacional. Dessa forma, o clube com melhor coeficiente individual entre todos os apurados para as pré-eliminatórias entraria diretamente na fase de grupos da Liga dos Campeões, que no caso da Liga portuguesa seria o detentor do segundo lugar, que atualmente pertence aos encarnados.

«O FC Porto não está à espera disso. Agora, se isso vier por acréscimo, muito bem. O que desejo é que todas as equipas que estejam em provas internacionais vão o mais longe possível e, se puderem vencê-las, ótimo, não só para o clube, como para o futebol português», disse ainda, embora de forma equivocada, uma vez que só o segundo lugar da Liga dá apuramento para a Champions.

Os azuis e brancos partilham o terceiro lugar da Liga com o Sp. Braga e estão a 11 pontos do Benfica, a primeira equipa em zona de apuramento para a Champions. Pinto da Costa assumiu que uma possível ausência da Champions «tem impacto», mas frisou que os valores pela participação na Liga Europa serão maiores em comparação com os anos mais recentes.

«O cenário claro que tem impacto, mas indo à Liga Europa também recebemos dinheiro, que será mais do que costume. E para compensar temos o que nunca tivemos, nem prevíamos: os 50 milhões que vamos receber por estar no Campeonato do Mundo de Clubes. É uma verba extra que vai tapar o buraco de uma verba normal que não entra», concluiu.

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