FC Porto: a história do analista que embalou rolhas durante nove anos

24 mai, 22:46
José Carlos Monteiro (Facebook/José Carlos Monteiro)

José Carlos Monteiro trabalhou numa fábrica de cortiça até 2018; agora, festeja a dobradinha pelos dragões

José Carlos Monteiro tem 37 anos e é analista da equipa principal do FC Porto, trabalhando desde 2020 no departamento de análise e observação do clube. Nesta terça-feira, para assinalar a conquista da dobradinha, recordou o seu trajeto até chegar aos dragões.

«Se há 4 anos atrás em mais um dia de trabalho na fábrica Socori, onde tive muito orgulho em trabalhar e onde fiz muitas amizades, me dissessem que 4 anos depois, estaria a festejar a conquista dos principais títulos nacionais num clube de top mundial, eu juro que não acreditaria», escreveu o analista nas redes sociais.

A Socori - Sociedade de Cortiças de Riomeão - permitiu um rendimento fixo a José Carlos Monteiro durante nove anos, entre 2009 e 2018. Enquanto perseguia o sonho do futebol, o atual elemento do staff do FC Porto passava os dias a embalar rolhas.

Durante o dia, José Carlos Monteiro ensacava as rolhas na fábrica. À noite, treinava os escalões de formação do Lusitânia de Lourosa. Foi essa a sua rotina dos 25 aos 34 anos.

Em 2018, Nuno Manta Santos recrutou-o para trabalhar no Feirense como analista. Foi nesse momento que terminou a ligação de nove anos à Socori.

José Carlos Monteiro acompanhou o treinador nas passagens por Feirense, Marítimo e Desportivo das Aves, vivendo por dentro a crise no clube de Vila das Aves, que atirou a equipa para os campeonatos distritais.

Convidado em 2020 para entrar no departamento de análise do FC Porto, José Carlos Monteiro cumpre a segunda temporada ao serviço dos dragões, festejando a conquista da Liga e da Taça de Portugal.

Na mensagem partilhada nas redes sociais, o analista fez questão de agradecer à família e às pessoas que abriram caminho para a concretização do seu sonho no futebol: «Mister Adolfo Teixeira, que me deu a oportunidade de começar a treinar no Lusitânia de Lourosa, Mister Nuno Manta Santos que me permitiu iniciar a minha carreira no futebol profissional no Clube Desportivo Feirense e Carlos Pintado, porque acreditou no meu trabalho e me deu a oportunidade de chegar ao FC Porto, onde sou extremamente feliz.»

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