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Taxa de desemprego recua na zona euro e na UE

Agência Lusa , CM
2 dez 2021, 10:58
Bruxelas

Eurostat estima que, em outubro, havia 14.312 milhões de desempregados

A taxa de emprego recuou, em outubro, na zona euro e na União Europeia (UE), face ao mesmo mês de 2020, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Eurostat.

De acordo com o serviço estatístico europeu, na zona euro a taxa de desemprego recuou para os 7,3%, face aos 8,4% de outubro de 2020 e os 7,4% de setembro.

Na UE, a taxa de desemprego diminuiu para os 6,7% na comparação homóloga (7,5%), tendo-se mantido estável quando comparada com setembro.

O Eurostat estima que, em outubro, havia 14.312 milhões de desempregados, dos quais 12.045 na zona euro.

No que respeita ao desemprego entre os jovens até aos 25 anos, este recuou para os 15,9% tanto na zona euro quanto na UE.

Na zona euro, o desemprego juvenil recuou quer face aos 16,1% de setembro, quer comparando com os 18,2% de outubro de 2020.

No conjunto dos 27 Estados-membros, a taxa de 15,9% de outubro compara-se com a de 16% de setembro e a de 17,2% no mês homólogo.

Na UE, havia em outubro 2.905 milhões de jovens desempregados, dos quais 2.367 milhões na zona euro.

Inflação na OCDE sobe para 5,2% em outubro

A inflação homóloga na OCDE aumentou para 5,2% em outubro, contra 4,6% em setembro, e apenas 1,2% em outubro de 2020, atingindo a taxa mais alta desde fevereiro de 1997, foi hoje anunciado.

Num comunicado hoje divulgado, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) precisa que na zona euro, a inflação aumentou acentuadamente para 4,1% em outubro, contra 3,4% em setembro e menos 0,3% um ano antes.

Contudo, permaneceu mais baixa do que no conjunto da OCDE, particularmente em comparação com os Estados Unidos onde a inflação homóloga subiu de 5,4% em setembro para 6,2% em outubro, o nível mais elevado desde novembro de 1990.

Ao longo do ano, os preços da energia subiram 24,2% na OCDE, mais de cinco pontos percentuais do que em setembro (18,9%) e a taxa mais elevada desde julho de 1980.

A subida dos preços dos alimentos na OCDE manteve-se estável em 4,5%.

Excluindo alimentos e energia, a inflação homóloga da OCDE subiu mais moderadamente, para 3,5% em outubro, em comparação com 3,2% em setembro.

Em outubro, a inflação homóloga aumentou em todos os países do G7, exceto no Japão, onde caiu ligeiramente para 0,1%, contra 0,2% em setembro, apesar do forte aumento dos preços da energia (para 11,4%, contra 7,5% em setembro).

A inflação homóloga aumentou acentuadamente no Reino Unido (para 3,8%, contra 2,9% em setembro) e nos Estados Unidos (para 6,2%, contra 5,4%) refletindo aumentos em todas as componentes da inflação para ambos os países.

Todas as rubricas excluindo alimentos e energia foram as que mais contribuíram para a inflação global nestes dois países (em 2,8 pontos percentuais e 3,9 pontos percentuais, respetivamente).

Os preços da energia contribuíram com 1,0 pontos percentuais no Reino Unido e 1,8 pontos percentuais nos Estados Unidos, enquanto os alimentos contribuíram modestamente (em 0,1 pontos percentuais e 0,4 pontos percentuais respetivamente).

A inflação homóloga também aumentou nos outros quatro países do G7: para 4,7% no Canadá (contra 4,4% em setembro), para 4,5% na Alemanha (contra 4,1%), para 3,0% em Itália (contra 2,5%), e para 2,6% em França (contra 2,2%).

A subida dos preços da energia aumentou acentuadamente nestes quatro países e a energia foi o principal contribuinte para a inflação global em Itália e França, onde contribuiu com 2,1 pontos percentuais e 1,6 pontos percentuais da taxa de inflação, respetivamente.

Ao mesmo tempo, a subida dos preços dos alimentos diminuiu ou manteve-se estável nestes quatro países, com contribuições limitadas para a inflação global.

Todos os itens excluindo alimentos e energia contribuíram mais para a inflação no Canadá e na Alemanha (em 2,3 pontos percentuais em ambos os países), e menos em Itália e França (em 0,7 pontos percentuais e 0,9 pontos percentuais, respetivamente).

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