Euromilhões já criou 74 milionários em Portugal. Só este ano, dois vencedores arrecadaram mais de 104 milhões

28 dez 2022, 20:00
euromilhões

O prémio mais elevado saiu em 2014 e ascendeu a 190 milhões de euros. Há, no entanto, milhões que ninguém reclama

Desde que o Euromilhões chegou a Portugal, já foram atribuídos 74 primeiros prémios. Ou seja, são mais de 70 os novos milionário do país, em resultado deste jogo da Santa Casa da Misericórdia.  

Só este ano, o Euromilhões já entregou mais de 104 milhões de euros em apenas dois primeiros prémios. O último foi dado recentemente, no dia 27 de dezembro, no valor de 26 milhões de euros, no distrito de Lisboa. Em 4 março um vencedor, no distrito de Leiria, já tinha arrecadado mais de 78 milhões de euros (€ 78.587.957).

Este ano de 2022, de acordo com os dados da Santa Casa da Misericórdia, enviados à CNN Portugal/TVI, no Euromilhões, foram atribuídos 28 segundos prémios e 78 terceiros prémios.   

Foi em 2004 que, pela primeira em Portugal, saiu o primeiro prémio do Euromilhões, a 26 de novembro. O vencedor comprou o boletim em Braga e recebeu mais de 43 milhões de euros (€ 43.756.511).

Já o valor mais elevado de sempre auferido em Portugal, diz respeito ao primeiro prémio do Euromilhões de 24 de outubro de 2014, na ordem dos 190 milhões de euros, tendo saído no distrito de Castelo Branco.

Apesar de estarem em causa muitos milhões, há prémios que ficam por reclamar. Segundo dados da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa este fenómeno é mais comum nos prémios de baixo valor.

Ainda assim, em 2012, ficou em registo o maior prémio não reclamado em Portugal, no valor de 13 milhões de euros, referente ao Joker. Relativamente a este episódio, aquela entidade destaca que, decorrido o prazo legal para reclamar o prémio de três meses (90 dias), este acabou por caducar, apesar das “necessárias diligências” e dos “vários anúncios publicados” pela Santa Casa, na procura do vencedor.

Nos casos onde um prémio fica por reclamar, o valor a que lhe diz respeito é aplicado na componente social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, podendo a verba ter como destino diferentes áreas e projetos, desde a “longevidade à infância, da saúde à investigação ou da cultura ao desporto”, destaca a entidade.

Contudo, a popularidade deste tipo de jogos não se manteve inalterada face à pandemia. Com o Covid-19 veio também um decréscimo da procura pelos jogos da Santa Casa da Misericórdia, sendo que esta quebra registou uma recuperação em 2023, tendo já retomado a sua tendência de crescimento em 2022.

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