Legislativas: Volt Portugal aponta ao centro e quer eleger dois deputados

Agência Lusa , JGR
2 jan, 09:21
Tiago Matos Gomes, presidente do Volt
Tiago Matos Gomes, presidente do Volt

Tiago Matos Gomes manifestou o desejo de eleger dois deputados e admitiu como "satisfatório mas não suficiente" ser o mais votado dos partidos que não obtenham representação parlamentar

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Na primeira vez que concorre a eleições legislativas, o Volt Portugal vai tentar eleger dois deputados e procura os votos dos eleitores que se identificam com o centro político e dos descontentes.

“Não me interessa tanto a origem do voto, interessa-me que as pessoas quando votam no Volt saibam qual é a nossa proposta e se identifiquem com ela. Se anteriormente votaram no partido Y ou Z, acho que é um pouco indiferente mas, naturalmente ou tendencialmente, o nosso voto virá mais da área do centro do centro-esquerda do centro-direita”, disse Tiago Matos Gomes, presidente do Volt, em entrevista à Lusa, a propósito das eleições legislativas de 30 de janeiro.

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Tiago Matos Gomes manifestou o desejo de eleger dois deputados e admitiu como "satisfatório mas não suficiente" ser o mais votado dos partidos que não obtenham representação parlamentar.

“Isso já aconteceu no caso de Lisboa nas autárquicas, portanto já temos essa base de lançamento para as legislativas”, considerou.

Nem esquerda, nem direita

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O Volt Portugal “não encaixa naquela dicotomia da esquerda e da direita” e quer os votos do centro e dos eleitores descontentes, declarou.

A aposta nas energias renováveis, um “debate sobre o nuclear”, a defesa do Serviço Nacional de Saúde para que “seja sustentável e tenha melhores serviços”, uma reforma educativa para que os jovens saiam da escola preparados “para os desafios que vão enfrentar depois na idade adulta” são as prioridades do Volt.

O líder do Volt destacou ainda o combate à corrupção com a ajuda de uma “instituição europeia fora do sistema judicial português”, como uma das medidas prioritárias.

Irresponsabilidade do Governo

Sobre a crise política que levou à antecipação das eleições legislativas, Tiago Matos Gomes considerou “uma profunda irresponsabilidade numa altura destas deitar um Governo abaixo”, sustentando que “é mau para a estabilidade” e é “profundamente negativo” quando o país atravessa uma pandemia.

O Volt Portugal concorre a 19 dos 22 círculos eleitorais e, “se a pandemia permitir”, o presidente quer “percorrer o país com arruadas, com ‘flyers’, muito com o contacto humano” para “falar do partido e daquilo que tem de novo para apresentar”, afirmando que gostaria de uma campanha eleitoral "de uma forma positiva, não contra ninguém, mas para agregar valor”.

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Quanto à gestão da pandemia de covid-19, o Volt Portugal considerou “um sucesso” o processo de vacinação, apontando que foi possível graças à “compra massiva de vacinas por parte da União Europeia e a distribuição pelos Estados membros” e também a adesão dos portugueses.

O Volt Europa é um partido federalista e “pan-europeu” que surgiu internacionalmente como movimento em março de 2017, como reação ao 'Brexit', iniciado por um coletivo de estudantes nos EUA. Andrea Venzon é o fundador deste movimento, que já é partido político em vários países europeus, nomeadamente em Portugal, Alemanha, Bulgária, Bélgica, Espanha, Holanda, Itália, Áustria, Luxemburgo, Dinamarca, França, Reino Unido ou Suécia.

O movimento surgiu em Portugal a 28 de dezembro de 2017 e foi oficializado como partido político pelo Tribunal Constitucional em junho de 2020.

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