Governo vai lançar apoio de 50 milhões de euros para empresas do turismo

Agência Lusa , AG
17 nov, 13:38
António Costa e Silva (Lusa/José Sena Goulão)

António Costa Silva fala num "anúncio bastante importante" para ajudar as empresas a "modernizarem e desenvolverem" os seus imóveis

O ministro da Economia anunciou esta quinta-feira, em Fátima, que o Governo vai lançar um programa no valor de 50 milhões de euros para ajudar as empresas do turismo a reabilitarem ativos imobiliários.

António Costa Silva falava no 33.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, promovido pela AHP, que decorre em Fátima.

O governante disse que "este anúncio vai sair hoje e será bastante importante", tendo como objetivo ajudar as empresas de turismo "a modernizarem e desenvolverem" os seus imóveis, possibilitando o "sale and leaseback", transação na qual uma empresa vende a sua propriedade e, em seguida, arrenda essa mesma propriedade.

Antes, o presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Bernardo Trindade, que promove o congresso, salientou que 2022 "tem sido excecional" na retoma da confiança, mas que "realisticamente" o turismo, chave da recuperação económica, ainda tem de ser ajudado.

O responsável recordou que - mesmo a bater recordes de receita em 2022 - a guerra na Ucrânia trouxe "um grau de incerteza tal na construção da cadeia de valor do turismo", que não é possível dizer "qual o nível de resultados" com que fechará este ano. Acresce que "tudo está mais caro", desde o custo da mão-de-obra, à eletricidade e o gás, a cadeia alimentar e as diversas prestações de serviço. Factos que levam a que a perspetiva se mantenha "incerta", disse.

"Por isso, senhor ministro [da Economia], senhora secretária de Estado [do Turismo], estimados associados, queremos lealmente continuar a ser parceiros, contribuintes para esta recuperação económica e social do país, mas realisticamente temos de ser ajudados", reforçou Bernardo Trindade, abordando nomeadamente a degradação da autonomia financeira das empresas hoteleiras durante a pandemia.

O responsável alertou que é preciso ver alargadas as maturidades das linhas de crédito de apoio à covid-19, que estão em muitos casos a chegar agora ao fim.

Sobre o pacote de 3.000 milhões de euros de apoio às empresas para fazer face ao aumento da fatura da eletricidade e do gás que o primeiro-ministro, António Costa, anunciou, Bernardo Trindade afirmou que a expetativa da AHP é que sejam "incluídos nesse pacote de ajudas".

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