Covid-19: Chega apela a que vacinação infantil só avance quando "todos os dados" forem divulgados

Agência Lusa , RL
9 dez 2021, 14:07
André Ventura
André Ventura

Partido liderado por André Ventura considera que a recomendação da DGS nesse sentido não foi transparente

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O Chega apelou esta quinta-feira a que a vacinação para crianças entre os cinco e 11 anos só avance quando “todos os dados e informações disponíveis” forem divulgados, considerando que a recomendação da DGS nesse sentido não foi transparente.

Em comunicado, a Direção Nacional do Chega reagiu à recomendação da Direção Geral de Saúde, anunciada na terça-feira, de vacinar as crianças entre os cinco e os 11 anos, com prioridade para as que têm doenças consideradas de risco para covid-19 grave.

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Segundo o partido, “a transparência tem de ser o farol que guie todo o processo de controlo” da covid-19, “o que, lamentavelmente, não está a acontecer neste momento com a decisão da DGS de dar ‘luz verde’ à vacinação das crianças entre os cinco e os 11 anos”.

A Direção Nacional do Chega frisa que, além do parecer da Comissão Técnica de Vacinação contra a covid-19, “não foram divulgados os pareceres técnicos, nem os parâmetros que serviram de base à conclusão agora apresentada e aceite pela DGS”, interrogando-se “como pode um pai ou uma mãe decidir em consciência vacinar o seu filho menor quando não conhece em profundidade os estudos que indicam que esta é a melhor opção?”.

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“O momento agora é o de debate público com a divulgação de todos os dados disponíveis resultantes dos estudos científicos levados a cabo, afinal uma decisão como a que está em cima da mesa requer total transparência na apresentação, divulgação e discussão de dados

O Chega manifesta-se assim “contra a decisão de o Estado português avançar para a vacinação de crianças a partir dos cinco anos, pedindo, a este propósito, um consenso alargado na comunidade científica internacional sobre a matéria”.

Nesse sentido, a Direção Nacional informa que, durante o debate preparatório do Conselho Europeu que irá decorrer hoje à tarde na Comissão Permanente da Assembleia da República com o primeiro-ministro, André Ventura irá apelar a que “Portugal não avance de imediato com a vacinação dos menores em causa sem que antes, além da existência de um consenso alargado na comunidade científica internacional, sejam divulgados às famílias portuguesas todos os dados e informações disponíveis acerca dos prós e contras da administração das vacinas em menores de tão tenra idade”.

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A DGS recomendou, na terça-feira, a vacinação das crianças entre os cinco e os 11 anos, com prioridade para as que têm doenças consideradas de risco para covid-19 grave.

Em comunicado, a DGS apontou que esta recomendação surge na sequência da posição da Comissão Técnica de Vacinação contra a covid-19 (CTVC), que considerou, com base nos dados disponíveis, que a avaliação risco-benefício, numa perspetiva individual e de saúde pública, é favorável à vacinação das crianças desta faixa etária.

De acordo com o comunicado, o risco de hospitalização é maior em crianças com doenças de risco, contudo, muitos dos internamentos ocorrem em crianças sem doenças de risco.

Na sexta-feira, a DGS e o Núcleo de Coordenação de Apoio ao Ministério da Saúde prestarão esclarecimentos técnicos adicionais e sobre o calendário de vacinação e respetiva logística em conferência de imprensa.

A incidência de infeções do coronavírus em crianças com menos de 10 anos está a crescer desde o final de outubro, sendo a faixa etária que apresentou um valor mais elevado na última semana.

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