José Luís Carneiro em entrevista à TVI: “Não será por mim que o Chega chega ao poder”

12 nov 2023, 15:22

Candidato à liderança do Partido Socialista salienta que “a marca mais importante do ponto de vista da afirmação das liberdades e da afirmação da qualidade da vida democrática” do PS, que é a capacidade de “dialogar com o centro-direita, mas também para dialogar à esquerda”

O ministro da Administração Interna e candidato à liderança do PS, José Luís Carneiro, garantiu, este domingo, em entrevista ao TVI Jornal que não será por ele que o Chega vai alcançar o poder.

“Aquilo que eu posso dizer é o seguinte: não será por mim que o Chega chega ao poder no nosso país”, assegurou.

José Luís Carneiro foi um dos primeiros nomes a serem apontados como sucessor de António costa, após a demissão do primeiro-ministro e secretário-geral do PS. Outro candidato que também já anunciou que avança é Pedro Nuno Santos. Na entrevista, foi questionado sobre o que distingue as duas candidaturas. José Luís Carneiro sublinhou que a sua candidatura é a que “garante esse compromisso histórico do PS, nomeadamente na afirmação do prestígio da relação de Portugal com a União Europeia e com a própria Aliança Atlântica”.

Salientou ainda que “a marca mais importante do ponto de vista da afirmação das liberdades e da afirmação da qualidade da vida democrática” do PS, que é a capacidade de “dialogar com o centro-direita, mas também para dialogar à esquerda”, recordando que o partido o demonstrou em vários momentos da sua história.

“Esta candidatura representa uma autonomia que o PS não pode perder, porque é essa autonomia que permite ao PS não apenas dialogar com o centro direita, mas também com a esquerda”, sublinhou.

“É muito importante responder à pergunta que fazem hoje os portugueses: como é que num quadro internacional tão exigente, com duas guerras, uma na Europa e outra no Médio Oriente, como se pode partir para uma candidatura com o pressuposto de uma aliança à esquerda, na medida em que é conhecida a posição dos partidos à esquerda do PS em relação aos nossos deveres com a Aliança Atlântica [NATO] e a União Europeia?”, questionou.

O Partido Socialista tem eleições diretas marcadas para 15 e 16 de dezembro. Daí sairá o sucessor de António Costa à frente do partido. O congresso está previsto para 06 e 07 de janeiro.

Depois da demissão do primeiro-ministro, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convocou eleições legislativas antecipadas em 10 de março de 2024.

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