CEO da EDP: “Se tivermos um inverno moderado devemos conseguir passar o inverno sem problemas” na Europa

Agência Lusa , CE
4 nov, 14:16
Miguel Stilwell d'Andrade (Lusa/Miguel A. Lopes)

Sector energético está a atravessar “uma transformação maciça”, diz ainda

O presidente executivo da EDP, Miguel Stilwell de Andrade, afirmou esta sexta-feira que o inverno europeu deste ano deverá ser atravessado “sem problemas significantes com a energia”, sendo 2023 “a maior incógnita” para um sector que necessita de investimento.

“Acho que estamos preparados para o inverno de 2022. O armazenamento está nos máximos: por isso, se tivermos um inverno moderado devemos conseguir passar o inverno sem problemas significantes com a energia. Acho que a maior incógnita é 2023”, disse Miguel Stilwell de Andrade num painel na Web Summit, em Lisboa.

“Não nos esqueçamos que a Rússia cortou o gás para a Europa depois de terem fornecido durante grande parte do ano de 2022”, acrescentou o CEO da empresa no painel “Totalmente Carregado: Alimentando a Transição para as Energias Renováveis”, na Web Summit, em Lisboa, onde considerou que 2023 será “um grande ponto de interrogação” para o continente.

Stilwell de Andrade considerou ainda que o investimento nas energias renováveis não é suficiente e que deve se deveria estar a investir “o dobro ou o triplo”.

“O problema é que em muitos países não somos capazes de investir tanto quanto gostaríamos”, lamentou, dizendo que “não é falta de capital, não é falta de tecnologia, é só uma questão sobre como é que se pode trazer mais projetos”.

Stilwell de Andrade reforçou que o sector das energias renováveis não precisa de subsídios mas sim de políticas claras e estáveis.

“Em termos de investimento, precisamos de imenso investimento, mas em termos de incentivos as renováveis não precisam mais de incentivos ou subsídios. Não precisamos de subsídios, mas precisamos de políticas e regulamentos claros, previsíveis e estáveis. Os investidores nas renováveis querem previsibilidade a longo termo”, apontou.

O presidente executivo da EDP acredita que o sector energético está a atravessar “uma transformação maciça” que se poderá prolongar por várias décadas.

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