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Citocina interleucina-13 (IL-13): como isto pode evitar a covid grave

CNN Portugal , DCT
5 abr 2022, 17:15
Mulher com máscara de proteção facial. (AP Photo/Rick Bowmer)

Estudo revela novos dados sobre o vírus

Um recente estudo da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, nos Estados Unidos, vem revelar que as pessoas com asma alérgica, um tipo de asma induzido por alergia a ácaros e pólen, por exemplo, podem ser menos propensas a desenvolver formas mais severas de covid-19. 

Publicado na revista Proceedings of The National Academy of Sciences, o estudo revela que a citocina interleucina-13 (IL-13), um tipo de citocina Th2 que assume um papel determinante na patogénese da asma alérgica, acaba por proteger as células pulmonares contra a ação do SARS-CoV-2, reduzindo o risco de desenvolvimento de doença grave. 

Na prática, esta citocina está na origem da asma alérgica, provocando uma inflamação das vias áreas mas, ao mesmo tempo, protege a pessoa asmática contra a covid-19. “Os pacientes com endótipo de asma Th2 alto, caracterizado por altos níveis de IL-13, emergiram recentemente como menos suscetíveis a covid-19 grave”, lê-se no estudo.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas investigaram, entre outros aspetos, mecanismos celulares específicos em culturas primárias com células epiteliais (que circulam no trato mucoso) das vias áreas cerca de 96 horas após a infeção por SARS-CoV-2. 

Segundo os cientistas, “o tratamento com IL-13 diminuiu significativamente a disseminação viral e os danos celulares, afetando a entrada e a replicação viral que parecem desempenhar um papel importante nos efeitos protetores contra a infecção por SARS-CoV-2”. Além disso, “também reduziu significativamente a carga viral” nas células pulmonares. 

Porém, tal como anuncia a própria universidade onde o estudo foi realizado, “as citocinas como a IL-13 não podem ser usadas como terapias porque desencadeiam inflamação”, mas, defendem os autores, “é importante entender as vias moleculares naturais que as células usam para se proteger da invasão de patógenos, pois esses estudos têm o potencial de revelar novos alvos terapêuticos”.

Apesar de as pessoas com asma alérgica estarem mais propensas a escapar a formas graves da doença causada pelo novo coronavírus, o mesmo, porém, não se pode dizer de outras doenças pulmonares crónicas, que continuam a ser um fator de risco para uma maior gravidade e fatalidade da covid-19, como é o caso da doença pulmonar obstrutiva crónica, alerta a investigação.

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