Vacinação de crianças a partir dos 5 anos. Paulo Portas explica agenda do Governo

12 dez 2021, 22:25

O comentador revelou ainda que o reforço da vacinação para quem recebeu o fármaco da Janssen deverá passar para maiores de 40 anos já na segunda-feira

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No comentário semanal no Jornal das 8, da TVI, Paulo Portas explicou que a vacinação de crianças com idades compreendidas entre os cinco e 11 anos deverá arrancar já no próximo fim de semana, em Portugal continental.

De acordo com o comentador da TVI, o objetivo do Governo passa por imunizar já 140 mil menores de 10 e 11 anos nos dias 18 e 19 de dezembro (sábado e domingo). Seguindo-se, uma segunda fase de vacinação para crianças com dez, nove, oito e sete anos nos dias 6, 7, 8 e 9 de janeiro. 

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A intenção do Executivo, como já tinha avançado o ministro Tiago Brandão Rodrigues, é iniciar a retoma do calendário escolar com o maior número possível de crianças vacinadas, do total de 611 mil menores que podem ser inoculados contra a covid-19, em Portugal.

Paulo Portas entende que a imunização dos grupos etários mais baixos será essencial para evitar o surgimento de futuras vagas pandémicas, apoiando-se nos pareceres da Food and Drug Administration (FDA) e da Agência Europeia do Medicamento (EMA).

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“A FDA, nos Estados Unidos, e a EMA, na Europa, apontam para a necessidade de vacinar as crianças pelo menos dos cinco aos 11 anos”, refere.

No panorama global, o comentador identifica três posições que estão a ser optadas pela generalidade dos país. Vacinar crianças entre os 6 e 11 anos - como está ser feito no Chile - entre os 5 e os 11 anos - casos dos EUA, Israel, Canadá, Emirados Árabes Unidos e da maioria da Europa - e inocular menores entre os 3 e 11 anos - à semelhança do que acontece na China e em Singapura. 

Reforço para quem recebeu vacina da Janssen passa para maiores de 40 anos na segunda-feira

Paulo Portas revelou que a administração da dose de reforço para quem recebeu a vacina da Janssen "deverá passar para maiores de 40 anos já amanhã [segunda-feira]".

O comentador vê com bons olhos esta alteração e alerta que é imperioso acelerar a administração da terceira dose da vacina contra a covid-19, em Portugal.

“Acho que há um sinal positivo nesta matéria. Temos 7,8 milhões de habitantes com duas doses e tínhamos 1,8 milhões com a terceira dose, o que significa que temos no meio praticamente seis milhões de pessoas a quem pode acontecer a perda da imunidade e o risco da nova variante. Estas duas coisas são muito perigosas juntamente e é por isso absolutamente necessário vacinar depressa com a terceira dose”, explica.

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De acordo com Portas, o Governo estará a preparar ainda um plano de vacinação de reforço para menores de 65 anos. Acrescentando, que esta diretriz tem sido expressada pela ministra Mariana Vieira da Silva durante as reuniões técnicas com os especialista. 

O comentador da TVI revela ainda que o coronel Penha-Gonçalves "avisou as administrações regionais de saúde que se têm de preparar para um reforço do reforço e isso é um bom sinal”.

Riscos da Ómicron em Portugal

Paulo Portas lembra que "de acordo com a última informação da OMS, a Ómicron já está em 57 países, dos quais 21 europeus” e que os últimos relatórios do Reino Unido e Dinamarca "apontam para uma duplicação muito rápida” do número de casos.

“Os estudos feitos, nomeadamente pela Pfizer, apontam para uma diminuição da resistência de vacinados em caso de contágio, mas apontam para sinais interessantes do ponto de vista da vacina de reforço”, diz.

O comentador realça que a Europa está, neste momento, a braços com uma situação pandémica "mais complicada do que qualquer outro continente” e que isso se prende com os diferentes níveis de vacinação entre partes da região.

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Apesar de reconhecer que a nova variante representa um risco menor do ponto de vista das hospitalizações e casos de doença severa, Paulo Porta lembra que quanto aos casos de reinfeção a Ómicron "é periogosa" quando comparada com a Delta.

“Em Portugal, estamos muito perto do nível mais crítico de todos. (…) É preciso tomar cuidado e reforçar a terceira dose”, aponta.

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