Líder da oposição esfaqueado no pescoço na Coreia do Sul

Agência Lusa , NM-Atualizada às 12:20
2 jan, 07:35
Lee Jae-myung (AP)

Identidade do agressor não foi revelada. Lee Jae-myung foi transportado de helicóptero para o hospital

O líder da oposição da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, foi esfaqueado no pescoço esta terça-feira durante um evento público no sudeste do país, e levado para o hospital, avançaram os serviços de emergência. Entretanto o partido do político confirmou que Lee Jae-myung está a recuperar nos cuidados intensivos.

De acordo com os serviços de emergência da cidade portuária de Busan, o incidente aconteceu às 10:27 (01:27 em Lisboa), enquanto o líder do Partido Democrático (PD) falava com jornalistas numa conferência de imprensa no novo aeroporto local, na ilha de Gadeok.

Um homem, cuja identidade ainda não foi revelada, aproximou-se de Lee e esfaqueou-o no lado esquerdo do pescoço. A agência de notícias sul-coreana Yonhap publicou uma fotografia que mostra o político no chão com um lenço a cobrir a ferida.

Lee foi levado para o hospital após cerca de 20 minutos, em estado consciente apesar de ter uma hemorragia grave, enquanto o autor do ataque foi imediatamente detido, informou a agência de notícias.

O líder do PD perdeu as eleições presidenciais de 2022 para o atual presidente, o conservador Yoon Suk-yeol, por uma margem estreita.

Durante a campanha, Lee, antigo governador da província de Gyeonggi, a mais populosa da Coreia do Sul, tinha proposto algumas medidas inovadoras, incluindo a criação de um rendimento mínimo universal e uniformes escolares gratuitos.

Presidente da Coreia do Sul manifesta preocupação após ataque

O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, manifestou esta terça-feira "profunda preocupação" com a segurança do líder da oposição, Lee Jae-myung, esfaqueado no pescoço num evento público no sudeste do país.

Yoon Suk-yeol manifestou "profunda preocupação com a segurança de Lee Jae-myung depois de ter tomado conhecimento do ataque", afirmou a porta-voz da presidência sul-coreana.

O chefe de Estado "sublinhou que a sociedade sul-coreana nunca deve tolerar este tipo de violência, quaisquer que sejam as circunstâncias", acrescentou Kim Soo-kyung.

Tanto Yoon Suk-yeol como Han Dong-hoon, o líder do conservador Partido do Poder Popular, atualmente no poder, condenaram veementemente o ataque e pediram uma investigação exaustiva.

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