Coreia do Sul testa lançamento de mísseis em resposta ao míssil de longo alcance de Pyongyang

CNN Portugal , BC/AM
24 mar, 09:14
Zona Desmilitarizada que separa a Coreia do Norte da Coreia do Sul

Testes confirmaram a capacidade de um "ataque de precisão"

As forças armadas da Coreia do Sul informaram esta quinta-feira que conduziram testes de lançamento de múltiplos mísseis imediatamente após o disparo de um míssil de longo alcance da Coreia do Norte.

Os testes confirmaram a capacidade de um "ataque de precisão", se necessário, contra a localização de qualquer lançamento de mísseis por Pyongyang, revelaram em comunicado citado pela Reuters os chefes do Estado-Maior Conjunto sul-coreano.

"Respondendo ao lançamento do míssil intercontinental (ICBM) da Coreia do Norte, as Forças Armadas, em conjunto, dispararam mísseis do solo, do mar e do ar" desde as 16:25 (07:25 em Lisboa) para o mar do Japão, indicou o Estado-Maior de Seul através de um comunicado.

Esta quinta-feira, a Coreia do Norte disparou um míssil balístico de longo alcance que, segundo com a guarda costeira do Japão, terá aterrado dentro da zona económica exclusiva do Japão, perto da costa norte, na zona de Aomori, cerca das 15:44 (6:44 hora de Lisboa), depois de ter voado durante 71 minutos e 1.100 quilómetros.

"As nossas análises indicam que o míssil balístico voou durante 71 minutos e caiu cerca das 15:44 [06:44 em Lisboa] na zona económica exclusiva, no mar do Japão, a cerca de 150 quilómetros a oeste da península de Oshima", ilha norte de Hokkaido, declarou o "número dois" do Ministério da Defesa, Makoto Oniki, acrescentando que podia tratar-se de um míssil balístico intercontinental (ICBM).

"Dado que o míssil balístico voou a uma altitude de mais de seis mil quilómetros, o que é bem mais elevado que o ICBM Hwasong-15, que foi lançado em novembro de 2017, pensamos que este de hoje seja um novo ICBM", salientou.

Oniki indicou que o Ministério da Defesa japonês não tinha recebido qualquer informação relativa a danos causados em navios ou aviões, mas o responsável sublinhou que este disparo representa uma "ameaça séria" para a segurança do Japão.

"Numa altura em que o mundo se depara com a invasão da Ucrânia pela Rússia, a Coreia do Norte continua os disparos que agravam unilateralmente as provocações contra a comunidade internacional, o que é absolutamente imperdoável", declarou Oniki.

As forças armadas sul-coreanas anunciaram, em comunicado, que a Coreia do Norte disparou um "projétil não identificado para o mar de Leste [nome dado nas duas Coreias ao mar do Japão]".

De acordo com Washington e Seul, Pyongyang está a testar um novo míssil balístico intercontinental (ICBM), chamado Hwasong-17, alegadamente com maior alcance e poder destrutivo.

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