Nuno Melo rejeita ser "última esperança" do CDS e quer mais independentes no partido

2 abr, 23:52

Em conversa no programa "Regra da Multiplicação", o candidato à liderança dos centristas explicou como quer fazer oposição de fora das bancadas da Assembleia da República

Nuno Melo parece ser o centrista mais bem posicionado para subir à liderança do CDS-PP. No primeiro dia do Congresso do partido em Guimarães, de onde sairá o sucessor de Francisco Rodrigues dos Santos, o eurodeputado foi convidado do programa "Regra da Multiplicação" da CNN Portugal.

Questionado se a sua candidatura é a última esperança de sobrevivência do histórico partido que, nas últimas eleições legislativas perdeu a representação parlamentar, Melo salientou ser apenas “mais um passo num contínuo que ainda terá muitos anos pela frente”.

O eurodeputado de 56 anos, que já reuniu apoios de vários militantes históricos como Paulo Portas e Manuel Monteiro, garante ser aquele que está “em melhores condições para liderar neste ciclo muito difícil”. E a sobrevivência do partido também vai implicar dificuldades financeiras que podem retirar o CDS do Largo do Caldas. Nuno Melo nada diz sobre essa possibilidade, mas refere que “mais do que os edifícios”, a sua preocupação é “com as pessoas”. 

“Nos próximos dois anos não vou receber um cêntimo enquanto presidente do CDS e se isso ajudar a pagar um ou dois funcionários no Largo do Caldas, acho que já começa bem”, reitera, no programa emitido este sábado.

Melo sublinha ainda ser decisivo conseguir “paz interna” dentro do partido, especialmente após uma liderança várias vezes contestada de Rodrigues dos Santos - com a crítica de vários históricos do partido, nomeadamente Manuel Monteiro. “Se há coisa que tenho feito é telefonar, falar, conversar, estimular pontes e não trincheiras”, diz o eurodeputado que acredita conseguir fazer uma “oposição boa” ao PS e à esquerda.

Interrogado sobre o nível que terá essa oposição vinda de um partido fora da Assembleia da República, Melo garante que conseguirá preencher o “buraco deixado no Parlamento”, através das ferramentas que tem ao seu alcance. “Temos seis Câmaras Municipais e marcamos presença em grande parte do território em coligações com o PSD, eu próprio sou eurodeputado”. 

Melo avisa ainda que o CDS não pode ficar refém dos seus quadros e deve apostar em independentes -  muitos dos quais ajudaram a definir as linhas da sua moção, como Luis Mira, Secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal e o advogado José Luís da Cruz Vilaça -, unindo-os a “rostos e quadros credíveis”, como Cecília Meireles e Paulo Núncio.

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