DCIAP faz buscas em sete apartamentos de Lisboa que pertencem à mulher e à cunhada de Manuel Pinho

Andreia Miranda | Ana Botto , com Lusa
25 mai, 10:34

No âmbito do caso EDP, o Ministério Público procurou documentos, nomeadamente bancários, para investigar as contas. Nas diligências foi apreendida nova documentação, bem como um iPad e um smartphone

O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) fez esta quarta-feira, sete buscas domiciliárias em apartamentos localizados em Lisboa, no âmbito do processo EDP.  A TVI, do mesmo grupo da CNN Portugal, sabe que os apartamentos pertencem à esfera familiar de Manuel Pinho.

Fonte ligada ao processo precisou à agência Lusa que os imóveis em questão estão em nome da mulher do ex-ministro da Economia Manuel Pinho, Alexandra Pinho, e da irmã desta, fruto da herança da mãe, que mantém o direito de usufruto sobre os  mesmos.

Nas buscas, indicou a mesma fonte, o Ministério Público procurou documentos, nomeadamente bancários, para investigar as contas. Nas diligências foi apreendida nova documentação, bem como um iPad e um smartphone.

O objetivo das buscas era a apreensão de documentos que pudessem trazer à investigação provas sobre os crimes imputados ao antigo ministro, indiciado por corrupção e branqueamento de capitais. O Ministério Público acredita que Pinho continuava a receber uma avença mensal de 15 mil euros paga por Ricardo Salgado, nos anos em que exercia funções no Governo de Sócrates, para favorecer os interesses da EDP nas decisões do Estado e com isso os interesses do BES enquanto acionista da elétrica.

Em comunicado, o DCIAP informa que "estas diligências de recolha de prova, presididas pelo Ministério Público, foram operacionalizadas pela equipa multidisciplinar de investigação privativa do DCIAP, a SIATID (Secção de Investigação, Análise e Tratamento de Informação Digital), constituída por elementos de diversos Órgãos de Polícia Criminal".

Manuel Pinho está em prisão domiciliária desde dezembro, altura em que o juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal, lhe impôs como medida de coação o pagamento de uma caução de seis milhões de euros, ficando o arguido em OPHVE caso não efetuasse este pagamento.

O antigo ministro da Economia foi constituído arguido no âmbito do caso EDP no verão de 2017, por suspeitas de corrupção e branqueamento de capitais, num processo relacionado com dinheiros provenientes do Grupo Espírito Santo. No processo EDP/CMEC, o MP imputa aos antigos administradores António Mexia e Manso Neto, em coautoria, quatro crimes de corrupção ativa e um crime de participação económica em negócio.

Alexandra Pinho também é arguida neste processo, sendo suspeita de um crime de branqueamento de capitais e dois crimes de fraude fiscal. Em dezembro de 2021, quando o juiz de instrução Carlos Alexandre agravou as medidas de coação sobre o antigo governante, foi então imposta a Alexandra Pinho uma caução, além da apreensão do passaporte e a obrigação de apresentações quinzenais numa esquadra da PSP.

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