Verde-código-verde? Estudo mostra que portugueses agora pagam com cartão sem pôr o código

16 fev, 08:00
Carteira (Reuters)

Retrato traçado por estudo da Reduniq comprova clima de maior confiança por parte dos consumidores em Portugal. Depois do verão, consolidou-se o regresso a níveis pré-pandemia

É o reflexo conjunto da pandemia e dos novos hábitos tecnológicos na hora de fazer compras: a faturação com cartões “contactless” [sem contacto] cresceu 126% de 2020 para 2021. Ou seja, mais do que duplicou.

A conclusão é de um estudo da Reduniq, com base nas transações feitas em Portugal com cartões nacionais e estrangeiros. “Conseguimos constatar que existe um modelo de consumidor muito mais tecnológico e preparado para aceitar formas de pagamento disruptivo”, justifica o diretor Tiago Oom.

Uma análise mais pormenorizada permite perceber que a tecnologia “contactless” está a ganhar força a cada mês. Em 2021, o seu peso na faturação era de 39% em janeiro e de 53% em dezembro. Ou seja, no final do ano, mais de metade do valor pago em compras não precisou de código para se efetivar.

O mesmo estudo demonstra que já mais de metade das compras, em número, é feita com recurso à tecnologia “contactless”.

Tecnologia "sem contacto" tem sido encarada como uma solução mais higiénica em tempo de pandemia

Em níveis pré-pandemia

O ano passado fechou com um crescimento de 22% na faturação com cartões, face a 2020. Um indicador que ajuda a mostrar o clima de confiança e que se alia a um outro já divulgado pelo INE: o crescimento da economia de 4,9%, refletindo a maior vacinação e a normalização da vida com a covid-19.

O estudo da Reduniq confirma também que as compras estão já em níveis pré-pandemia, com a faturação a crescer 2%, assente numa recuperação que se tornou notória a partir do último verão.

Ainda assim, a cada vez que é usado um cartão em Portugal, o valor da compra médio da compra é menor: 4%, indica o estudo, variando entre os 32,3 euros em março e os 34,9 euros em dezembro de 2021.

Portugueses fazem mais compras mas gastam menos a cada ida às lojas (António Pedro Santos/Lusa)

Retrato com contrastes

A análise da Reduniq mostra que o crescimento na faturação com cartões foi mais acentuada nos Açores (56%) e na Madeira (43%), porque os arquipélagos beneficiaram de uma “situação pandémica mais controlada”.

Em termos geográficos, a retoma acabou por ser mais lenta “nas grandes cidades onde o regime de teletrabalho foi mais evidente” – com menos trabalhadores a almoçar fora, por exemplo.

As aéreas da saúde, da hotelaria e da restauração tiveram subidas homólogas superiores a 50%, na faturação, em 2021.

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