Português de 29 anos detido nos EUA por suspeitas de "conspiração" relacionada com "golpe de empréstimos"

Agência Lusa , BCE
16 nov 2023, 16:35
Carlos Santos (D.R. Ethos Asset Management)

O jovem arrisca uma pena de prisão de 20 anos por suspeitas de orquestrar a fraude através da sua empresa, a Ethos Asset Management

O português Carlos Santos, de 29 anos e CEO da empresa Ethos Asset Management, foi detido na noite de domingo no estado norte-americano de Nova Jérsia acusado de fraude financeira pelas autoridades da Califórnia.

De acordo com um comunicado da procuradoria do distrito sul da Califórnia, Carlos Manuel da Silva Santos foi detido em Newark, em Nova Jérsia, "quando chegou aos Estados Unidos vindo do estrangeiro", sendo acusado de "conspiração por fraude eletrónica relacionada a um golpe de empréstimos". 

Santos, que arrisca uma pena de prisão de 20 anos, é suspeito de orquestrar a fraude através da sua empresa, a Ethos Asset Management, com sede em San Diego, na Califórnia, e que oferece financiamento a negócios internacionais.

De acordo com a acusação, Santos exigia que os potenciais mutuários pagassem uma taxa inicial num valor igual a uma determinada percentagem do montante do empréstimo. Contudo, após receber a taxa inicial, o português e a sua empresa não desembolsavam o empréstimo conforme acordado entre as partes. 

"Santos utilizou as taxas iniciais para reembolsar outros potenciais mutuários, emitir comissões aos seus co-conspiradores e pagar despesas pessoais", segundo o comunicado.

A denúncia alega que, para atrair potenciais mutuários e obter linhas de crédito de instituições financeiras para o seu esquema, o português manipulou os registos patrimoniais e os extratos de contas financeiras reais da empresa para aumentar artificialmente o património líquido da Ethos Asset Management.

Entre as vítimas do empresário está um cliente que terá sido "induzido" a pagar uma taxa inicial superior a oito milhões de dólares (7,35 milhões de euros) para uma conta da Ethos que não existia.

A denúncia afirma que Santos "alterou os extratos bancários do Ethos para inflar os saldos das contas bancárias dos potenciais mutuários, às vezes em mais de 100 milhões de dólares (91,8 milhões de euros) do que foi depositado na conta", segundo a justiça da Califórnia.  

Além da pena de 20 anos de prisão, o empresário português poderá ainda ter de pagar 250 mil dólares (229,6 mil euros) em multa.

Na plataforma LinkedIn, Carlos Santos descreve-se como filantropo, economista e fundador e CEO da Ethos Asset Management.     

E.U.A.

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