Têm tentáculos que "podem atingir 30 metros" e estão a dar à costa

2 dez 2021, 12:03

Espécie Physalia physalis tem sido avistada em diversas praias de Portugal continental e Açores

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Têm tentáculos que "podem atingir 30 metros", a capacidade de causar "fortes queimaduras" e estão a dar à costa em Portugal continental e nos Açores.

O alerta é do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que dá conta, nesta quinta-feira, do avistamento de organismos gelatinosos em diversas praias, também conhecidos como caravela-portuguesa (Physalia physalis).

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As praias em questão são as seguintes:

  • Praia d'El Rey (Óbidos)
  • Praia da Ursa (Sintra)
  • Praia do Magoito (Sintra)
  • Praia do Guincho (Cascais)
  • Praia da Amoreira (Aljezur)
  • Praia das Milícias (São Miguel, Açores)
  • e ainda ao largo dos Farilhões (Berlengas)

Segundo, ainda, os dados apurados, o surgimento desta espécie "poderá aumentar nas próximas semanas e meses".

Apesar de se tratar de uma ocorrência "comum" na costa portuguesa, "tendo sido detectada nos últimos dois anos durante o período de outono/inverno", obriga a alguns cuidados por parte dos cidadãos.

"É caracterizada por um flutuador em forma de 'balão', frequentemente de cor azul ou rosada, e, por isso, muito influenciada por ventos e correntes de superfície. É a espécie que exige mais cautela entre aquelas que ocorrem em Portugal devido aos longos tentáculos que podem atingir 30 metros e são capazes de provocar fortes queimaduras. O GelAvista aconselha que se evite tocar nos organismos, mesmo quando aparentam estar mortos/secos na praia. Em caso de queimadura por contacto com esta espécie, devem ser aplicadas compressas quentes (40°C) durante cerca de 20 minutos ou vinagre", indica o IPMA.

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Estão, ainda, a ser detetadas outras espécies de organismos gelatinosos, como a Velella velella, que não representa perigo para a saúde humana, mas pode ser confundida com a caravela-portuguesa. 

Os avistamentos destes organismos podem ser comunicados através da aplicação GelAvista ou para o email plancton@ipma.pt.

O programa GelAvista, uma iniciativa de ciência cidadã, monitoriza desde 2016 com a ajuda dos cidadãos, os organismos gelatinosos que ocorrem em águas portuguesas.
 

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