Lula da Silva diz que se chegar ao poder no Brasil vai governar com jovens e descarta Dilma Rousseff

Agência Lusa , JGR
27 jan, 00:05
Lula da Silva na Argentina (EPA)

Lula da Silva ainda não confirmou que será novamente candidato à Presidência, mas há meses lidera todas as sondagens sobre intenções de voto com apoio de cerca de 45% dos brasileiros

O ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse esta quarta-feira que se voltar ao poder no Brasil apostará nos jovens e descartou qualquer participação da ex-Presidente Dilma Rousseff num futuro Governo.

Lula da Silva ainda não confirmou que será novamente candidato à Presidência, mas há meses lidera todas as sondagens sobre intenções de voto com apoio de cerca de 45% dos brasileiros.

"O tempo passou"

Numa entrevista à rádio CBN, Lula da Silva foi questionado sobre o papel que Dilma Rousseff teria num eventual próximo Governo e respondeu: "o tempo passou, há muita gente nova e pretendo montar o meu Governo com muitos jovens, muitas pessoas importantes e também experientes".

O político progressista, que governou o Brasil por dois períodos consecutivos entre 2003 e 2011, declarou ter o mais profundo respeito e carinho por Dilma Rousseff, a quem considera "uma pessoa de extraordinária competência".

No entanto, Lula da Silva acrescentou que, na sua opinião, a ex-Presidente, que foi retirada do poder num processo de destituição em 2016, não tem a paciência necessária para ouvir quem não concorda com o seu pensamento.

“Sou daqueles políticos que, se um cara [uma pessoa] conta uma piada que eu já sei, não vou contar que sei”, vou pedir para ele contar de novo e, se for preciso, vou rir”, disse.

Lula da Silva insistiu que só decidirá se será candidato à Presidência pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas próximas semanas, mas voltou a reconhecer que o seu número dois nas eleições poderá ser o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que acaba de se desvincular do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), adversário histórico do PT.

Segundo Lula da Silva, isso vai depender da próxima filiação de Alckmin - um político conservador e liberal que pode aproximá-lo dos mercados e conter a desconfiança que o seu nome gera no empresariado.

O ex-Presidente também acrescentou, numa aparente referência ao ressentimento que Alckmin gera no seu próprio partido e na esquerda em geral, que o seu desejo é que "o PT entenda a necessidade de fazer alianças" para enfrentar a extrema-direita liderada pelo atual Presidente, Jair Bolsonaro.

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