BEN, o e-car 100% português, já pode circular em toda a Europa

18 dez 2025, 20:35
E-Car português BEN já pode ser conduzido em toda a Europa

O BEN é descrito como um e-car pequeno, acessível e sustentável, concebido para ser utilizado e transacionado como serviço

Portugal passa, a partir desta quinta-feira, a integrar o grupo de construtores europeus de veículos elétricos, com a homologação comunitária do BEN, um e-car desenvolvido pelo CEiiA, em Matosinhos. O certificado de homologação da União Europeia foi atribuído após um processo realizado no IDIADA, em Espanha, permitindo que o veículo possa agora ser conduzido em todo o espaço europeu.

“Com o BEN, Portugal é, a partir de agora, um construtor (de mobilidade) europeu. Criámos o BEN como resposta da Europa a um novo modelo social inclusivo que passa por e-cars mais acessíveis, pequenos e sustentáveis. O BEN está, assim, alinhado com a iniciativa ‘Small and Affordable e-car’, lançada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, com o objetivo de criar um carro do futuro europeu”, afirma Helena Silva, administradora e CTO do CEiiA.

O BEN é descrito como um e-car pequeno, acessível e sustentável, concebido para ser utilizado e transacionado como serviço. Trata-se do primeiro veículo elétrico com um contador de emissões de CO2, capaz de compensar, durante o seu uso, as emissões de carbono associadas à produção, recorrendo à tecnologia AYR, vencedora do Prémio Bauhaus Europeu em 2021.

Este projeto é uma das principais concretizações da Be.Neutral, uma Agenda Mobilizadora e Verde para a Inovação Empresarial integrada no Plano de Recuperação e Resiliência, gerida pelo IAPMEI. A agenda é liderada pela NOS e envolve 40 parceiros, incluindo o CEiiA e oito municípios do Norte do país, entre os quais Guimarães, que será Capital Europeia Verde em 2026.

A primeira fase de desenvolvimento do BEN fica agora concluída com a homologação europeia, permitindo o arranque da produção de uma primeira série de veículos na BEN Garagem do CEiiA, em Matosinhos. Segue-se uma nova etapa que prevê a construção de lotes de edições limitadas, adaptadas a diferentes aplicações, e a evolução da unidade piloto de produção, com capacidade para fabricar até 200 unidades por ano.

De acordo com o planeamento apresentado, a produção em larga escala deverá arrancar em 2026, em vários locais em Portugal e na Europa. Estão em curso negociações para que, em 2030, a produção seja descentralizada, atingindo as 20 mil unidades por ano, com um preço a partir dos 8.000 euros.

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