Voo da Delta forçado a voltar para Amesterdão após larvas caírem em cima de passageira

CNN , Forrest Brown
24 fev, 10:00
Delta Airbus, Getty Images

Passageiros de companhias aéreas desconfiados e já em guarda face a passageiros indisciplinados e até uma versão da vida real de ‘cobras a bordo’ podem ter mais uma coisa – por mais improvável que possa ser – para acrescentar à sua lista de possíveis perturbações durante voos. E é uma nojenta:

Larvas.

Sim, aquelas criaturas repugnantes que prosperam com comida fétida e resíduos juntaram-se ao panteão de coisas que podem levar um voo a alterar a sua rota e a arruinar os planos de viagem.

Na terça-feira, o voo 133 da Delta Air Lines partiu de Amesterdão, nos Países Baixos, com destino a Detroit, no Michigan, Estados Unidos. Mas uma hora depois da descolagem, o Airbus A330-300 teve de voltar para o aeroporto de Schiphol em Amesterdão após larvas terem alegadamente caído de um compartimento superior em cima de um passageiro, segundo o canal televisivo de Detroit FOX 2 (WJBK).

O canal entrevistou o passageiro Philip Schotte, nativo dos Países Baixos agora a viver no Iowa, que disse que viu cerca de uma dúzia das criaturas a cair em cima de uma mulher sentada ao seu lado.

“Ela estava a perder a cabeça. Estava só a tentar lutar contra estes vermes… Nem sei o que me estava a passar pela cabeça naquele momento. Estava a tentar processar tudo aquilo – nojo era uma das coisas, claro. Tivemos de esperar ali até que chegasse ajuda”, contou Schotte ao canal.

Schotte diz que a tripulação de bordo eventualmente percebeu a origem das lavras, que vinham de um saco de um passageiro, que continha peixe podre enrolado em papel de jornal. Também disse à estação televisiva que o saco foi levado para as traseiras do avião e que foi anunciado que o avião ia voltar para Amesterdão.

Schotte disse à FOX 2 que apanhou outro voo para os EUA umas horas mais tarde.

A CNN não verificou de forma independente os detalhes relatados por Schotte.

Dados do site de rastreio de voos FlightAware mostram que o voo 133 passou apenas uma hora e 49 minutos no ar.

A Delta Air Lines confirmou à CNN que o voo teve de voltar para trás, mas não abordou a questão específica das larvas.

“Pedimos desculpa aos clientes do voo 133 AMS-DTW porque a sua viagem teve de ser interrompida devido a uma bagagem de mão incorretamente acondicionada”, disse a Delta Air Lines num comunicado enviado à CNN Travel. “O aparelho aéreo voltou à porta de embarque e os passageiros foram colocados no voo seguinte disponível. O aparelho foi retirado de serviço para limpeza.”

A Delta não proíbe os passageiros de transportar alimentos perecíveis a bordo, incluindo peixe, desde que “não haja violação das restrições agrícolas do país de destino”, lê-se no website da companhia aérea.

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