Presidente do Comité Olímpico incerto quanto à presença de Pichardo em Paris

29 fev, 19:08
Pedro Pichardo é campeão da Europa em pista coberta, no triplo salto (Tolga Bozoglu/EPA)

José Manuel Constantino lamenta que atleta ainda não se tenha filiado à Federação Portuguesa de Atletismo, processo que o impede de competir

O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) assumiu «preocupação» quanto à indefinição em torno de Pedro Pablo Pichardo, campeão olímpico do triplo salto, em 2021.

«Está lesionado, está a ser tratado e acompanhado, mas, simultaneamente, há um processo desportivo, de filiação, que não está assegurado. Há um conflito latente com o clube, que, até à presente data, ainda não terá sido ultrapassado», começou por dizer José Manuel Constantino.

Aos 30 anos, Pichardo não compete desde maio e, em divergência com o Benfica, emblema com o qual tem vínculo até 2028, ainda não aceitou o processo de filiação na plataforma da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA). Este é um «passo» obrigatório para o atleta participar nos Jogos Olímpicos.

Assim, explica José Manuel Constantino, «é necessário que, por um lado, se resolva a situação da filiação desportiva e, simultaneamente, o atleta possa recuperar da lesão». A quatro meses dos Jogos Olímpicos, em Paris, Pichardo está ausente dos Campeonatos do Mundo em pista coberta, por lesão, mas também por não estar inscrito na FPA.

«A única informação atualizada é a clínica. O atleta está a ser acompanhado por um fisioterapeuta do Centro de Alto Rendimento do Jamor e há uma limitação física, cuja expectativa é que esteja superada antes dos Jogos Olímpicos. Mas, é preciso resolver o problema da filiação desportiva», concluiu José Manuel Constantino.

Depois do ouro conquistado nos Jogos Olímpicos de Tóquio, Pichardo arrecadou os títulos mundiais e europeus ao ar livre, em 2022, e o continental em pista coberta, no último ano.

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