Libertados três ativistas portugueses detidos na Suíça

Agência Lusa , CNC
25 mai, 16:50
Jato privado (foto: O. Kadaksoo/ Unsplash)

Em causa um protesto em Genebra que visava denunciar a poluição causada pelos voos de jatos privados no contexto de "uma crise climática sem precedentes"

Os cem ativistas ambientais, incluindo três portugueses, que estavam detidos na Suíça depois de um protesto na terça-feira contra a maior feira e exposição de jatos privados na Europa foram libertados na quarta-feira à noite.

A informação foi dada hoje à Lusa por Sara Gaspar, ativista da Scientist Rebellion Portugal, que esteve detida em Genebra e se encontra em viagem de regresso a Portugal, de carro, juntamente com os restantes portugueses, das organizações Abolir Jatos Privados e Climáximo.

Segundo Sara Gaspar, os ativistas têm agora 10 dias para contestar as acusações de que são alvo, designadamente violação de espaço, dano e coerção. A pena, de 120 dias de multa, ficará suspensa por três anos.

Na terça-feira, de acordo com organizações ambientalistas internacionais, cem ativistas de 17 países foram detidos em Genebra na sequência de um protesto contra a feira EBACE que bloqueou temporariamente, durante cerca de uma hora, o tráfego aéreo no aeroporto da cidade, o segundo mais importante da Suíça e que acolheu o evento.

O protesto visava denunciar a poluição causada pelos voos de jatos privados no contexto de "uma crise climática sem precedentes".

Os ativistas entraram nos jatos em exposição, acorrentaram-se nas escadas de acesso às aeronaves, impedindo a entrada de visitantes e compradores, e exibiram cartazes, semelhantes aos rótulos das embalagens de cigarros, a advertir para os malefícios dos "mega-poluidores de luxo".

Na terça-feira, em comunicado, as organizações Greenpeace, Stay Grounded, Extinction Rebellion e Scientist Rebellion expressaram a sua preocupação com os "relatos de uso excessivo da força contra os manifestantes", por parte da polícia, num "protesto pacífico".

À Lusa, a ativista Sara Gaspar, da Scientist Rebellion Portugal, disse que vários manifestantes foram atingidos com "gás-pimenta de forma violenta", tendo sido impedidos pela polícia de receber auxílio de outros manifestantes.

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