Natiruts em Portugal: Good Vibration em quatro concertos

30 jul, 18:00
Natiruts

Banda brasileira de reggae regressa a Portugal, após quatro anos. Trazem “Good Vibration” e concertos à medida das salas onde atuam - Faro, Figueira da Foz, Estoril e Porto.

“Sempre contando com a pandemia, faz quatro anos que não vamos a Portugal”, diz a voz dos Natiruts, Alexandre Carlo, à CNN Portugal, via zoom. Este 2022, e mais precisamente este agosto, vem a ‘desforra’ - e quatro concertos em Portugal.

A digressão europeia começa em Faro, no festival RDV, no dia 12 de agosto, prossegue no Casino da Figueira da Foz no dia 13, passa por Madrid, Benicassim, Amesterdão, Berlim, Londres, Dublin e Paris, e termina em Portugal com concertos no Casino Estoril (dia 26) e Super Bock Arena, no Porto (dia 27). 

Uma mão-cheia de canções são obrigatórias em qualquer concerto de Natiruts, confirma Alexandre Carlo: “Sorri, sou rei, Quero ser feliz também, Andei só, Liberdade pra dentro da cabeça, Você me encantou demais também sempre toca”. 

O concerto terá umas 28 canções, entre a debatida lista de 35 ensaiadas para os espectáculos desta digressão a que chamaram Good Vibration. Uma escolha difícil, entre as 120 músicas já lançadas pelo Natiruts nos seus quase 27 anos de vida, admite Alexandre Carlo. 

Na hora de preparar a digressão, e o alinhamento, tudo começa com aquele e-mail que os Natiruts (hoje constituídos por Alexandre Carlo e Luís Maurício) trocam entre si e com os músicos convidados. “Houve embates”, admite Alexandre Carlo. “Há sempre aquelas dez que têm de entrar. O mais difícil sobram umas 45 ou 40 e em que se vai ter que tirar dez”. E aí? “O que acontece, geralmente, é que canções estiveram na tournée passada e estão entre essas dez são escolhidas para sair”.

Depois, cada sala é uma sala. Como são escolhidas aquelas 28 que, finalmente, entram em cada concerto? “No camarim, na prova de som, no feeling ou mesmo até na hora do show”, diz Alexandre Carlo, o mesmo que, quando tudo começou, em 1996, cantava de olhos fechados. “Antigamente eu tinha muita vergonha e medo de enfrentar o público, de as pessoas não gostarem. Só que o meu álibi era bom, porque o Bob Marley sempre cantou de olhos fechados por causa do feeling”. 

Hoje, ele está de olhos bem abertos e pode mudar tudo já em palco. “No meio do show, geralmente sou eu que escolho, estou mais à frente. Quando há um público mais quente e que quer mais festa, a gente acaba trocando músicas mais conceptuais por mais agitadas.” 

Haverá diferenças também entre cada concerto em Portugal, ao sabor da dimensão da sala. “As salas menores privilegiam essas canções mais elaboradas, porque é mais fácil de você tomar a atenção do público, você está mais próximo. Então, tocamos essas canções mais elaboradas, mais misturadas com MPB, com arranjos mais sofisticados. Assim fica mais fácil, entre aspas, de você executar e não perder a atenção do público. Em salas maiores onde metade do público está muito longe realmente você tem que vir com canções onde você tenha mais força. Mais punch, como se diz em inglês, ou mais agitadas para que a vibe chegue lá atrás”. 

Novas canções incluídas 

A cada digressão, há também o compromisso dos autores de incluir novas canções. “Necessariamente tem que haver no mínimo de cinco do trabalho novo. E mesmo que sejam desconhecidas ainda do público, a gente gosta de apresentar canções novas para o pessoal”, explica. É o que acontecerá desta vez.

Esta digressão, que começou no Brasil e passou pela América Latina, tem o nome do último disco dos Natiruts, filho da pandemia, editado em 2021 - Good Vibration.

“Os fanáticos de Natiruts procuram nas nossas músicas uma ferramenta de ficar na Good Vibration para enfrentar o dia a dia, para ter um pouco de alegria para esse poder da música, nesse poder energético e na frequência que a música causa na mente e na alma das pessoas. Foi por isso que a gente resolveu dar esse nome de Good Vibration. Havia muita, muita gente com depressão, essas coisas. Então, acho que caiu bem”, diz Alexandre Carlo. Em outubro, começam a sair novas canções de uma futura compilação Good Vibration 2. 

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