ARS Norte deve milhões de euros a enfermeiros e secretários das USF

21 nov, 07:57
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REVISTA DE IMPRENSA. Profissionais estão desde janeiro a receber apenas 50% dos incentivos a que têm direito

A administração Regional de Saúde (ARS) do Norte deve milhões de euros em incentivos a enfermeiros e secretários clínicos das unidades de saúde familiar (USF) modelo B, noticia o Jornal de Notícias esta segunda-feira. 

Estes profissionais estão, desde janeiro, a receber mensalmente apenas metade dos incentivos a que têm direito pelo desempenho de 2021. Os secretários clínicos recebem um máximo de 150 euros por mês se no ano anterior tiverem atingido os objetivos contratualizados; quanto aos enfermeiros, o valor duplica para 300 euros mensais. De acordo com as contas feitas pelo Jornal de Notícias, estarão em dívida cerca de 1,75 milhões de euros só considerando os enfermeiros do Norte - valor que ascende a 2,53 milhões se a mesma fórmula for aplicada aos secretários clínicos. 

Diogo Urjais, vice-presidente da associação nacional de USF (USF-AN) explicou ao JN que estes atrasos no pagamento são particularmente prejudiciais no atual contexto de inflação e de perda de poder de compra das famílias. A mesma fonte garante que a situação é recorrente em todo o país, referindo que a ARS Lisboa e Vale do Tejo só pagou o acerto de contas relativo ao ano de 2020 em janeiro de 2022. 

Fonte oficial da ARS Norte prevê que esta situação - que não afeta médicos - fique regularizada até ao final do ano.

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