Gouveia e Melo vai mesmo ser o novo Chefe do Estado-Maior da Armada

23 dez 2021, 14:04
Vice-almirante Gouveia e Melo marcou presença na Web Summit
Vice-almirante Gouveia e Melo marcou presença na Web Summit

Deliberação foi aprovada em Conselho de Ministros e passa a ser o novo Chefe do Estado Maior da Armada proposto pelo Governo, segundo parecer do Presidente da República. Foi promovido de vice-almirante a almirante

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O vice-almirante Henrique Gouveia e Melo vai ser o novo Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), revela um comunicado do Conselho de Ministros.

"Foi aprovada a deliberação que propõe a Sua Excelência o Presidente da República, com parecer favorável do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, após audição do Conselho do Almirantado, a exoneração do Almirante António Maria Mendes Calado do cargo de Chefe do Estado-Maior da Armada e a nomeação do Vice-almirante Henrique Eduardo Passaláqua de Gouveia e Melo como Chefe do Estado-Maior da Armada, bem como a correspondente promoção ao posto de Almirante", refere o comunicado do Governo.

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Henrique Gouveia e Melo foi escolhido por António Costa para liderar a task force da vacinação em fevereiro de 2020. Cumpriu essa tarefa até setembro deste ano, sendo o rosto do sucesso da campanha de vacinação em Portugal. Em poucos meses, o desdobrando-se em em entrevistas e comunicações ao país, o vice-almirante tornou-se conhecido dos portugueses e recebeu inúmeros elogios à sua capacidade de organização e planeamento.

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O nome de Gouveia e Melo já tinha sido falado para o cargo

Em setembro, quando Gouveia e Melo deixou a task force, surgiram notícias de que seria o próximo CEMA. De acordo com as notícias publicadas, o Governo iria propor ao Presidente da República a exoneração do chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Mendes Calado, que ocupa este cargo desde 2018, tendo sido reconduzido para mais dois anos de mandato com início em março deste ano.

Na sequência destas notícias, o Presidente da República acabou pôr fim às especulações, referindo que estava acertado que o almirante António Mendes Calado deixaria o cargo antes do fim do mandato, mas que isso não aconteceria naquele momento. Sem adiantar uma data para essa saída, Marcelo defendeu que António Mendes Calado mostrou "lealdade institucional" no exercício do cargo e realçou que nesta matéria "a palavra final é do Presidente da República".

O chefe de Estado lamentou ver o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo envolvido em notícias sobre a substituição do chefe do Estado-Maior da Armada, numa situação que no seu entender poderia parecer "de atropelamento de pessoas ou de instituições", dando a entender que terá havido um problema de comunicação entre o Governo e o Presidente.

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Segundo a Lei Orgânica de Bases da Organização da Forças Armadas (LOBOFA), "os Chefes de Estado-Maior dos ramos são nomeados e exonerados pelo Presidente da República, sob proposta do Governo, a qual deve ser precedida de audição, através do Ministro da Defesa Nacional, do CEMGFA".

"O futuro só a deus pertence"

Depois de ter deixado a task force, Gouveia e Melo regressou ao seu posto como adjunto para o planeamento e coordenação, ou seja, uma espécie de braço direito do Chefe de Estado-Maior-General (CEMGFA).

Apesar de, até aqui, sempre ter negado ter pretensões políticas, há alguns dias, falando num evento comemorativo dos 157 anos do Diário de Notícias, o vice-almirante não excluiu uma eventual candidatura à Presidência da República:

Têm-me aconselhado a dizer que dessa água não beberei, que é uma frase muito forte que não se deve dizer nunca. Tenho uma carreira militar que pretendo continuar. O futuro só a deus pertence”, afirmou.

Henrique Eduardo Passaláqua de Gouveia e Melo nasceu em Quelimane, Moçambique. Aos 19 anos ingressou na Escola Naval como cadete e, quatro anos depois, foi promovido a aspirante.

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Em 1985 fez parte da esquadrilha de submarinos, onde ficou até 1992, e navegou nos submarinos albacora, barracuda e delfim, nos quais desempenhou funções como oficial de guarnição e imediato. Mais tarde, no mar, assumiu o comando dos submarinos delfim, barracuda e da fragata NRP Vasco da Gama.

Entre os vários cursos que fez ao longo da sua carreira, destacam-se a especialização em Comunicações e Guerra Eletrónica, o curso geral Naval de Guerra e o de promoção a Oficial General no Instituto de Estudos Superiores Militares.

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