Batistuta: «Messi tem todas as possibilidades de ultrapassar-me»

21 nov 2022, 11:39
Batistuta na selecção da Argentina

Antigo avançado da Fiorentina continua a ser o melhor marcador da Argentina em fases finais

Gabriel Batistuta ainda é o melhor marcador da Argentina em fases finais de Campeonatos do Mundo, mas o antigo avançado da Fiorentina e da Roma está convencido que Leo Messi vai-lhe «roubar» o recorde este ano e vai acabar por trazer o terceiro troféu para a nação alviceleste.

Apesar dos persistentes problemas nos tornozelos durante a carreira, Batigol marcou dez golos em fases finais, enquanto Leo Messi soma, nesta altura, seis. «O Messi tem todas as possibilidades de ultrapassar-me. Fiz esses dez golos em poucos jogos, em doze. Joguei três Mundiais (1994, 1998 e 2022) e doze jogos, isso é que me chateia…Pelo menos 17, 18, uma meia-final. Joguei uma primeira fase, uns oitavos e uns quartos. Não tenho muitos jogos em Mundiais», destaca o antigo internacional em entrevista ao Diário Olé.

Números que Batistuta espera que sejam ultrapassados por Messi já no Qatar. «Não quero dizer nada porque os jogadores são muito supersticiosos. Mas é provável… É uma coisa linda ter este recorde, mas depois as coisas passam e não podes fazer mais nada. Fizeste o que fizeste, bem ao mal, está feito», acrescenta o antigo companheiro de Rui Costa na Fiorentina.

Atualmente com 53 anos, Batistuta vai revendo os seus golos, principalmente em alturas de Campeonato do Mundo. «Às vezes vejo-os, quando á Mundiais começam a passar mais. Nunca tinha visto jogo contra a Grécia, agora que tenho um neto, vimo juntos para lhe mostrar onde andava o avô. Não me lembrava de termos dado um baile tão grande. Agora entendo porque é que as pessoas gostavam tanto daquela seleção», comenta.

O antigo avançado referia-se ao Argentina-Grécia (4-0) do Mundial de 1994, no Estados Unidos, em que marcou três golos, num jogo em que Diego Maradona também marcou. «O golo de Diego vi-o na primeira fila, um golaço terrível», lembra.

Batistuta jogou com Diego Maradona na seleção, mas agora são os tempos de Messi, o atual capitão da Argentina. «Vejo-o muito bem, já não é bem o mesmo quando começou a ser capitão. Acho que foi sempre o mesmo, calculo, mas agora está a mostrar o que as pessoas querem ver. Isso nota-se. O facto de terem ganho a Copa América relaxou-os no bom sentido, era uma pressão muito grande», destacou ainda o antigo goleador argentino.

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