António José Seguro pressionado para avançar com candidatura à liderança do PS

10 nov, 17:34
Primárias PS - António José Seguro [Foto: Lusa]

José Luís Carneiro e Pedro Nuno Santos são os nomes que já estão na corrida

António José Seguro está a ser pressionado para avançar com uma candidatura à liderança do PS. Ao que a CNN Portugal apurou, decorreram várias conversas com o antigo secretário-geral do PS para que possa avançar para a sucessão de António Costa, que lhe tinha sucedido.

O socialista tem ouvido várias vozes dentro do partido, encontrando-se a ponderar o próximo passo a dar, não tendo dito ainda que sim ou não.

Para já uma coisa é clara: António José Seguro vai tomar uma posição política sobre a situação do país e do partido, não colocando de parte uma candidatura.

“É normal que neste turbilhão o meu telefone tenha tocado e recebido mensagens mais vezes. Mas não tenho nenhum Citroen para fazer a rodagem”, respondeu.

Já sobre o caso judicial que motivou a demissão de António Costa das funções de primeiro-ministro e a decisão do Presidente da República de convocar eleições legislativas antecipadas para 10 de março, António José Seguro começou por salientar que tem estado “fora da vida política nacional”, mas em maio passado abriu uma exceção ao comentar a situação que então se vivia no país.

 “Em maio, abri uma exceção e fiz uma declaração dizendo que estava perplexo quando olhava para o país. Com aquilo que está a acontecer esta semana e que aconteceu esta semana, não só fico perplexo como partilho o sentimento da esmagadora maioria dos portugueses de tristeza e de inquietação”, declarou.

O ex-secretário-geral do PS deixou ainda uma dura crítica: “O país merece muito mais e merece melhor do que aquilo com que temos sido confrontados”.

Até ao momento há dois candidatos ao cargo de secretário-geral. O atual ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, oficializa a sua posição este sábado, enquanto o ex-ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, deve anunciar a candidatura na próxima segunda-feira.

A direção do PS propôs à Comissão Política que as eleições diretas para o cargo de secretário-geral se realizem em 15 e 16 de dezembro e que o Congresso do partido se realize a 6 e 7 de janeiro em Lisboa.

Com a opção pela marcação de eleições diretas para o cargo de secretário-geral dos socialistas fica afastada a ideia do ex-ministro Pedro Nuno Santos de realização de eleições primárias abertas também a simpatizantes para a escolha do sucessor de António Costa.

O primeiro-ministro, António Costa, pediu na terça-feira a demissão do cargo ao Presidente da República, que a aceitou.

António Costa é alvo de uma investigação do Ministério Público no Supremo Tribunal de Justiça, após suspeitos num processo relacionado com negócios sobre o lítio, o hidrogénio verde e o ‘data center’ de Sines terem invocado o seu nome como tendo intervindo para desbloquear procedimentos.

No dia da demissão, António Costa recusou a prática “de qualquer ato ilícito ou censurável” e manifestou total disponibilidade para colaborar com a justiça.

O Presidente da República anunciou depois que vai dissolver o parlamento e marcar eleições legislativas antecipadas para 10 de março.

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