"Somos a barreira de proteção". Dezenas de milhares protestam na Alemanha contra extrema-direita e a AfD

4 fev, 09:06
Milhares juntam-se em manifestação contra a extrema-direita em Berlim (EPA/ Clemens Bilan)

Mais recente sondagem mostra que apoio à Alternativa para a Alemanha está abaixo dos 20% pela primeira vez desde julho, mas partido continua em segundo lugar no leste do país, onde há três eleições estatais marcadas para setembro

Cerca de 200 mil pessoas saíram às ruas de várias cidades alemãs no sábado em renovados protestos contra o partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD).

Em Berlim, a capital, cerca de 150 mil pessoas juntaram-se frente ao edifício do Reichstag, o parlamento federal, sob o slogan “Somos a barreira de proteção”, em manifestação contra o crescente apoio aos extremistas e em apoio à democracia.

Na rede social X, o chanceler alemão congratulou-se com o “forte sinal a favor da democracia e da Constituição” alemã. “Quer em Eisenach, Homburg ou Berlim: em pequenas e grandes cidades por todo o país, muitos cidadãos estão a juntar-se para protestar contra o esquecimento, o ódio e o discurso de ódio”, escreveu Olaf Scholz.

Na sua quarta semana consecutiva, os protestos seguem-se a notícias de que dois altos cargos da AfD participaram num encontro para discutir planos para a alegada deportação em massa de cidadãos estrangeiros. As chefias do partido de extrema-direita garantem que a proposta não integra os seus planos políticos.

O sucesso da AfD em algumas zonas do país tem gerado temor entre os partidos tradicionais, que temem mais vitórias da extrema-direita em três eleições estatais que vão ter lugar em setembro no leste do país, ainda que as mais recentes sondagens indiquem um ligeiro declínio no apoio à AfD.

No início da última semana, um inquérito de opinião da Forsa mostrava que o apoio ao partido caiu abaixo dos 20% pela primeira vez desde julho, com muitos eleitores a invocarem as manifestações nacionais contra a extrema-direita como um tópico importante. 

Ainda assim, a mesma sondagem continua em segundo lugar atrás do principal rival, a União Democrata Cristã (CDU, conservadores), com 32%, e o partido de centro-esquerda de Scholz, os Democratas Sociais, em terceiro, com 15% das intenções de voto.

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