Federação salienta que ciclistas da W52-FC Porto confessaram

4 out, 18:34
João Rodrigues coroado vencedor da 47.ª Volta ao Algarve (Luís Forra/LUSA)

Organismo recorda que «o processo ainda decorre na justiça desportiva para os restantes elementos suspensos preventivamente»

A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) emitiu nesta terça-feira um comunicado sobre a suspensão de sete ciclistas da W52-FC Porto: João Rodrigues foi suspenso por sete anos, enquanto outros seis atletas receberam sanções de três anos da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP).

O orgamismo explica que a decisão da ADoP foi «baseada na confissão dos ciclistas de que violaram as regras antidopagem». «Se em relação a estes sete atletas o caso está encerrado na justiça desportiva, porque as penas foram aplicadas com o acordo dos ciclistas, o processo ainda decorre na justiça desportiva para os restantes elementos suspensos preventivamente e na justiça civil para todos os agentes que foram constituídos arguidos nos últimos meses», lembra a FPC.

Catalogando o processo Prova Limpa como «um caso da máxima gravidade, porque demonstra desprezo pela verdade desportiva e pelos princípios éticos a que estão obrigados todos os agentes desportivos e pelos quais têm a obrigação de zelar todas as equipas e os seus responsáveis máximos», a Federação salienta que «todos os agentes desportivos terão de ter uma visão moderna e de futuro e de ser responsabilizados pelos erros cometidos no passado».

«Nesse sentido, a Federação recorda que, além das novas disposições normativas para a época de 2023, continuam em vigor as regras estabelecidas no Contrato de Concessão da Organização e Exploração Comercial e Competições de Ciclismo, assinado entre a Federação Portuguesa de Ciclismo e a Podium Events, assim como no Convénio para Proteção e Valorizado do Ciclismo em Portugal, das suas Equipas Continentais UCI, Corredores e  Volta a Portugal em Bicicleta, subscrito pela Federação Portuguesa de Ciclismo, pela Podium Events, por todas as equipas continentais UCI portuguesas e pela Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais. Estes dois documentos são anteriores ao processo “Prova Limpa” e demonstram que a determinação federativa em combater a fraude desportiva vem de longe e é uma prioridade de sempre», conclui a Federação Portuguesa de Ciclismo.

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