"É uma medida de força, mas que pode ser contornada". A análise ao ultimato de Putin, que exige que gás seja pago em rublos

1 abr, 11:10

A comentadora da CNN Portugal, Helena Ferro Gouveia, esteve no Novo Dia para abordar as últimas atualizações da guerra na Ucrânia.

A analista de Assuntos Internacionais começou por lembrar a importância da reunião que vai decorrer esta sexta-feira entre a União Europeia e a China.

"A União Europeia vai tentar que a China quebre a ambiguidade à qual se tem remetido. A China usou a palavra guerra uma vez, de resto tem usado eufemismos para se referir ao conflito", disse a comentadora, lembrando que o bloco europeu continua a ser o principal mercado exportador para a China.

Sobre o ultimato de Vladimir Putin, que afirmou ter assinado um decreto e disse que a partir desta sexta-feira, 1 de abril, os compradores estrangeiros devem pagar em rublos pelo gás russo e, caso isso não aconteça, os contratos serão interrompidos, a analista de Assuntos Internacionais explica que é possível contornar a situação.

"Hoje será o dia da entrada em vigor dessa medida. Ouvimos o chanceler alemão a dizer que irá continuar a pagar em euros porque existem acordos comerciais e pactos para serem cumpridos, mas há uma forma de contornar isso: há um banco que não foi atingido pelas sanções, que é o banco da Gazprom, e se os países importadores de gás russo abrirem contas nesse banco, podem continuar a pagar a energia ou em dólares, ou em euros. É uma medida de força, mas que pode ser contornada", explicou Helena Ferro Gouveia.

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