Diretor-geral da Portugália deixa TAP após 21 anos na empresa

Agência Lusa , CE
25 out, 23:34
Valter Fernandes (Foto: Portugal Airlines)

Lugar de Valter Fernandes será assumido pela CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, até ser encontrado um substituto

O diretor-geral da Portugália, Valter Fernandes, vai deixar a TAP no final do ano para abraçar “novos desafios profissionais”, depois de 21 anos na empresa, revelou esta terça-feira a Comissão Executiva da companhia aérea.

O lugar de Valter Fernandes será assumido pela CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, até ser encontrado um substituto, encontrando-se o processo de seleção, interno e externo, a decorrer, referiu a Comissão Executiva da TAP numa nota a que a agência Lusa teve acesso.

A Comissão Executiva refere também que será dada mais informação “em momento oportuno” para que os interessados e qualificados para a função possam concorrer ao cargo.

“Há mais de duas décadas no Grupo TAP, Valter Fernandes abraça agora novos desafios profissionais e é com grande pena que o vemos partir, agradecendo-lhe todo o trabalho, de grande qualidade, desenvolvido ao longo de tantos anos”, pode ler-se na mesma mensagem.

Já o diretor-geral da companhia aérea regional que pertence ao Grupo TAP, referiu, numa mensagem a que a Lusa teve acesso, que sairá do grupo em dezembro com “um sentimento bastante nostálgico”.

Garantindo que deixa a companhia aérea portuguesa com “a consciência tranquila”, Valter Fernandes realçou que trabalhou “incansavelmente para deixar uma Portugália maior e melhor” do que a encontrou.

“Na Portugália, fecho cinco anos de um ciclo como diretor-geral, período no qual passámos de 13 para 19 aeronaves, aumentámos em 50% a oferta de lugares disponíveis e passámos de 650 para cerca de 900 colaboradores. Com este crescimento, quase duplicámos a presença dentro do Grupo TAP, em relação a horas voadas vs totais”, frisou.

Valter Fernandes sublinhou ainda que o plano de restruturação da TAP assentou “em muito num crescimento da Portugália”, referindo que esta conquistou uma “relevância estratégica completamente diferente” comparando março de 2020 e dezembro 2022.

“Reintegrámos colaboradores a quem o contrato não foi renovado na pandemia e, com bastante sucesso, acolhemos outros colegas que saíram da TAP”, destacou.

“Durante estes cinco anos não tivemos qualquer ação industrial de paragem e conseguimos manter a paz social numa conjuntura muito difícil. Havia muito ainda a fazer, nunca estou completamente satisfeito. Há que consolidar a operação na nova realidade pós-crescimento, há um desafio digital pela frente, há que ganhar novamente o prémio de melhor companhia aérea regional da Europa, entre outros tantos desafios”, acrescentou.

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