Mais 200 mil utentes passaram a ter médico de família em agosto, mas 1,2 milhões continuam sem essa possibilidade

16 set, 07:54
Coronavírus

REVISTA DE IMPRENSA. Ainda assim, o valor global de utentes sem médico de família não difere muito de julho para agosto

No mês de agosto, mais 200 mil utentes passaram a ter um médico de família. Segundo dados do jornal Público, é o efeito da contratação de 272 recém-especialistas. Ainda assim, o valor global de utentes sem médico de família não difere muito de julho para agosto: passou de 1,4 milhões para 1,2 milhões, revelam os dados disponíveis no Portal do SNS. 

Há aqui um outro fator que não ajuda aos números. Entre julho e agosto, houve mais cerca de 10 mil utentes inscritos nos centros de saúde. Profissionais alertam que sem medidas de fundo, esta será uma realidade difícil de combater e esperam que o novo ministro da Saúde possa ajudar a reverter esta tendência.

O número de portugueses sem médico de família sempre esteve acima de um milhão desde o início do ano. E uma vez que já se realizou o maior concurso do ano para a contratação de recém-especialistas, não é esperado que esse número venha a diminuir a curto prazo. 

Fazendo o retrato por regiões, Lisboa e Vale do Tejo continua a ser o caso mais dramático: 23,3% do total de inscritos não tem médico de família atribuído. Segue-se o Algarve, onde a percentagem de utentes sem clínico é de 15% e depois o Alentejo com 12,7%. Melhor estão as regiões Centro, com 7,9%, e Norte, com 2%.

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