Segundo curso privado de Medicina vai abrir na Universidade Fernando Pessoa

CNN Portugal , AM - notícia atualizada às 12:26
17 jan, 06:39
Reitor de Universidade privada julgado por desvio de 3 milhões

REVISTA DE IMPRENSA. Decisão da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior é válida por um ano e renovável por outros três, tendo sido tomada na semana passada

A Universidade Fernando Pessoa é a segunda instituição privada a ser autorizada a abrir um curso de Medicina, avança a edição desta terça-feira do jornal Público, que cita fonte da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES).

O mestrado integrado de seis anos irá funcionar entre a sede da Universidade, localizada no Porto, e a Unidade de Saúde Privada da Escola, em Gondomar.

A decisão da A3ES é válida por um ano e renovável por outros três, tendo sido tomada na semana passada. Fonte da instituição disse ao jornal que por a decisão ainda não ser oficial não irá pronunciar-se sobre a mesma. 

Este não é o primeiro curso na área da saúde que a Universidade Fernando Pessoa, que já tinha tentado abrir o curso de medicina em 2010 e 2012, tem nas propostas licenciaturas em enfermagem, medicina dentária, ciências farmacêuticas e análises clínicas e saúde pública.

Em setembro de 2021, a Universidade Católica abriu o primeiro Mestrado Integrado em Medicina.

Ministro não vê razão para vedar às universidades privadas cursos de medicina

O ministro da Saúde considerou hoje que “não há nenhuma razão” para que seja vedada às universidades privadas a abertura de cursos de medicina e disse ver com “bons olhos” a abertura de novos cursos no ensino público.

“Não há nenhuma razão para que esteja vedada às universidades privadas a abertura de cursos de medicina. Mas também vejo com muito bons olhos a possibilidade de haver novos cursos públicos, sobretudo em localizações onde a presença desses cursos pode ajudar a atrair profissionais no futuro”, afirmou.

O governante, que falava à saída da sessão comemorativa dos 30 anos do Infarmed, em Lisboa, respondeu ainda sobre a necessidade de coordenar as especialidades com as necessidades existentes nos serviços públicos de saúde.

“A formação pré-graduada é de natureza generalista, só depois, na pós-graduada, é que faremos um esforço para dotar os serviços da maior capacidade possível de atrair jovens para as profissões da saúde”.

“Colaboraremos no limite das nossas possibilidades”, acrescentou.

Sobre a possibilidade de novos cursos de medicina nas universidades públicas, Pizarro disse que tal “está em estudo em várias regiões do país”, apontando como exemplo Évora, Vila Real e Aveiro e sublinhando: “O ministro da Saúde veria com muito bons olhos se essa perspetiva se concretizasse”.

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