Pelo menos 31 mortos em ataques turcos na Síria

Agência Lusa , PP (atualizado às 14:14)
20 nov, 11:35
Explosão em Istambul (AP Photo)

Dados são do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, uma organização não-governamental sediada em Londres, morreram pelo menos nove membros das forças curdas e seis membros das forças sírias

Pelo menos 31 pessoas, na maioria combatentes turcos e soldados sírios, morreram durante bombardeamentos turcos lançados sábado no norte da Síria, segundo um novo relatório divulgado hoje pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os ataques aéreos realizados no sábado à noite e hoje ao amanhecer pelo exército turco nas províncias de Raqa e Hasaka (nordeste) e Aleppo (norte), causaram 41 feridos e mataram 18 combatentes curdos e membros das forças aliadas locais, 12 soldados sírios e um civil, acrescentou o Observatório com sede em Londres que tem uma extensa rede de fontes na Síria.

Uma primeira contagem do Observatório avançara com pelo menos 15 mortos e 31 feridos resultantes dos perto de 25 ataques aéreos liderados pelo exército turco nas províncias sírias de Raqa e Hasaka.

Pouco mais tarde, as Forças Democráticas Sírias (SDF) indicaram a existência de 29 mortos, 11 dos quais civis e 15 de forças do governo sírio, enquanto a SDF sofreu uma baixa e dois guardas de segurança morreram enquanto guardavam os silos, segundo um comentário colocado pelo porta-voz curdo Farhad Shami na sua conta na rede social Twitter.

O Ministério da Defesa da Turquia confirmou hoje os ataques aéreos nas regiões do norte da Síria e Iraque visando grupos curdos que Ancara considera responsáveis pelo ataque bombista da semana passada em Istambul.

Aviões de guerra atacaram bases do Partido dos Trabalhadores do Curdistão proscrito (PKK) e das Unidades de Protecção do Povo Sírio (YPG), referiu o ministério numa declaração, que foi acompanhada por imagens de caças F-16 a descolar e filmagens de um ataque aéreo de um drone.

O ministério citou o direito da Turquia à autodefesa ao abrigo do Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, ao lançar uma operação a que chamou "Claw-Sword" no final do sábado. A operação tinha como alvo áreas "utilizadas como base pelos terroristas nos seus ataques ao nosso país".

Oficiais curdos sírios têm alegado mortes de civis devido aos ataques aéreos.

Os ataques aéreos ocorreram depois de uma bomba ter abalado uma avenida movimentada no coração de Istambul, no passado dia 13, que causou a morte a seis pessoas e feriu 80.

As autoridades turcas atribuíram a autoria do ataque ao PKK e à sua filiada síria. Os grupos de militantes curdos negaram, contudo, o seu envolvimento.

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