Medina: riscos de aumento das taxas de juro para a zona euro “são agora maiores”

Agência Lusa , AL
12 jul, 13:59
Fernando Medina no Parlamento. Foto: MANUEL DE ALMEIDA/Lusa

Ministro das Finanças reforçou a sua posição crítica da política monetária conduzida pelo Banco Central Europeu, que desde o ano passado iniciou uma série de aumentos das taxas de juro diretoras

O ministro das Finanças, Fernando Medina, alertou que os riscos a nível europeu decorrentes de novos aumentos das taxas de juro pelo BCE “são agora maiores”, tendo pedido uma análise cuidada, numa entrevista divulgada esta quarta-feira.

“Os riscos de que novos aumentos poderiam criar situações de dificuldade para o crescimento a nível europeu são agora maiores e devem ser analisados com muito cuidado”, disse Medina numa entrevista à agência Bloomberg.

O ministro das Finanças reforçou, assim, a sua posição crítica da política monetária conduzida pelo Banco Central Europeu (BCE), que desde o ano passado iniciou uma série de aumentos das taxas de juro diretoras.

De acordo com a entrevista, o ministro acredita que estes aumentos poderão dificultar a saída da zona euro de uma situação de recessão.

A travagem das subidas das taxas de juro é algo que tem sido pedido por responsáveis europeus e portugueses há algum tempo, em particular depois do mais recente aumento, anunciado pelo BCE em 15 de junho, e que colocou as taxas diretoras entre 3,50% e 4,25%.

No final de junho, o Presidente e o primeiro-ministro de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, pediram sensibilidade e ponderação face a novos aumentos.

Na entrevista à Bloomberg, Medina assinalou ainda que a recuperação da economia portuguesa após a pandemia da covid-19 está a ser superior ao registado em vários países europeus.

Nesse sentido, o ministro da Economia considerou que o país está a “convergir” e a “melhorar a sua posição dentro da zona euro”.

“Estamos a enfrentar uma alteração estrutural na economia portuguesa, na direção certa”, insistiu.

Um outro indicador abordado foi a redução do rácio da dívida pública, com Medina a esperar que o ano de 2023 termine “com um peso da dívida sob o PIB mais baixo que Espanha, França e, provavelmente, Bélgica”.

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