De acordo com os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), tinham sido confirmados 4.588 casos de sarampo nos Estados Unidos até ao final de outubro de 2026, mais do dobro dos registados em todo o ano de 2025
Uma criança morreu depois de contrair sarampo no condado de Lewis, numa zona rural do norte do estado de Nova Iorque, nos EUA. A morte, anunciada na segunda-feira pelas autoridades estaduais, é a primeira associada à doença naquela região em três décadas, segundo a governadora Kathy Hochul.
"Estou de coração partido por saber que uma criança do condado de Lewis morreu depois de contrair sarampo", referiu a governadora, citada pelo The Guardian, numa declaração em que relacionou o caso com o enfraquecimento das políticas de vacinação a nível federal.
Hochul considerou que esta morte é um "lembrete devastador do que está em jogo quando Washington enfraquece deliberadamente décadas de progresso na proteção dos norte-americanos contra doenças evitáveis".
O sarampo é um vírus altamente contagioso, capaz de provocar complicações graves. Embora as mortes sejam pouco frequentes, estima-se que entre um e três doentes morram por cada mil casos. Os Estados Unidos conseguiram interromper a transmissão interna da doença em 2000, graças a elevadas taxas de vacinação. No entanto, a cobertura vacinal tem diminuído nos últimos anos, ficando abaixo dos 95% considerados necessários para evitar surtos.
De acordo com os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), tinham sido confirmados 4.588 casos de sarampo nos Estados Unidos até ao final de outubro de 2026, mais do dobro dos registados em todo o ano de 2025.
O organismo contabilizou três mortes associadas à doença este ano, embora as autoridades de saúde estaduais tenham comunicado números superiores: a Pensilvânia, por exemplo, registou seis mortes e 1.338 casos. A Carolina do Sul e o Utah também enfrentam surtos com mais de 500 infeções cada.
No início de outubro, Kathy Hochul declarou o estado de emergência devido aos casos de sarampo em estados vizinhos e em zonas rurais de Nova Iorque. A medida alargou o grupo de profissionais autorizados a administrar vacinas, passando a incluir paramédicos e parteiras, e permitiu que os enfermeiros também pudessem solicitar testes.
Entretanto, Robert F. Kennedy Jr., secretário da Saúde dos Estados Unidos, tem sido alvo de críticas pelos comentários sobre algumas vacinas e pelas alterações introduzidas na política de imunização, incluindo a redução em cerca de um terço das recomendações de vacinação infantil.