Conselho de Finanças alerta para risco no desembolso do PRR se partidos falharem acordos

Agência Lusa , BCE
9 abr, 15:02
Dinheiro (Pexels)

Num cenário de políticas invariantes, a instituição prevê uma desaceleração do crescimento do PIB de 2,3% em 2023 para 1,6% em 2024

O Conselho das Finanças Públicas alertou esta terça-feira para o risco de falta de acordo entre os partidos para aprovar legislação relativa a marcos e metas previstas no PRR, o que poderia pôr em causa o desembolso de algumas verbas.

No relatório divulgado esta terça-feira sobre perspetivas económicas e orçamentais, a instituição presidida por Nazaré da Costa Cabral apontou entre os riscos internos para as previsões, na sequência da nova composição do parlamento, “a eventual falta de acordo entre os diversos grupos parlamentares quanto à aprovação da legislação referente aos marcos e metas estabelecidos” no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O Conselho das Finanças Públicas (CFP) considera que “a não aprovação desta legislação poderá pôr em causa o desembolso de algumas verbas programadas ao abrigo do PRR”, penalizando o investimento, bem como a trajetória projetada para o produto real.

Num cenário de políticas invariantes, a instituição prevê uma desaceleração do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3% em 2023 para 1,6% em 2024, a que se segue uma recuperação para 1,9% em 2025, 2,1% em 2026, seguida de uma taxa de 2% em 2027 e 2028.

Aponta ainda para uma continuidade de excedentes orçamentais até 2028, ainda que menores do que o verificado em 2023, de 0,5% do PIB em 2024, de 0,6% em 2025, de 0,1% em 2026 e de 0,8% em 2027 e 2028.

Entre os riscos elenca ainda a persistência da taxa de inflação em valores acima do objetivo de médio prazo e um novo aumento do preço das matérias-primas energéticas e disrupção das cadeias de distribuição globais devido a uma eventual escalada dos conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia, bem como a manutenção de um ritmo de crescimento da economia chinesa abaixo do esperado.

Em sentido contrário, destaca como riscos ascendentes para o cenário macroeconómico uma redução da taxa de inflação mais célere do que a projetada, a diminuição das tensões geopolíticas, uma recuperação da economia chinesa a um ritmo superior ao previsto e ganhos de produtividade adicionais resultantes da redução dos constrangimentos nas cadeias de abastecimento e no comércio mundial.

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