Marcelo Rebelo de Sousa: “Pode haver alguma boa economia e isso não ser suficiente para haver boa política”

Agência Lusa , MM
1 mai, 14:27
Marcelo Rebelo de Sousa

Presidente da República visitou, esta segunda-feira, 1º de Maio, a exposição “Unidos Venceremos! Protesto, Greves e Sindicatos no Marcelismo”, organizada pela Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril de 1974 e pela Ephemera - Associação Cultural

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu, esta segunda-feira, que “sem boa economia é difícil haver boa política”, mas ressalvou que “pode haver alguma boa economia e isso não ser suficiente para haver boa política”.

No final da inauguração da exposição “Unidos Venceremos! Protesto, Greves e Sindicatos no Marcelismo”, organizada pela Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril de 1974 e pela Ephemera - Associação Cultural, o Presidente da República aludiu a fatores “que foram decisivos na ditadura, mas são permanentemente importantes em democracia”, que tinham sido referidos por José Pacheco Pereira, o comissário científico desta iniciativa.

“Um, os estudantes, ou seja, a educação, o ensino. Outro, a coesão social. Só há desenvolvimento económico justo se houver coesão social”, apontou.

Em terceiro, segundo Marcelo Rebelo de Sousa, a política, porque “sem boa economia é difícil haver boa política, mas pode haver alguma boa economia e isso não ser suficiente para haver boa política”.

“Sobre o 1.º de Maio, falarei hoje à tarde das lições destas exposições, a daqui e a do Barreiro, mas há uma lição óbvia muito diferente em ditadura e em democracia. Em ditadura não há liberdade, em democracia há liberdade”, enfatizou.

Depois de inaugurar a exposição no Hub Criativo do Beato, em Lisboa, o Presidente da República segue para as Oficinas da CP no Barreiro com o mesmo objetivo.

Da comitiva que esteve esta manhã em Lisboa, além de Pacheco Pereira e de Maria Inácia Rezola, Comissária-Executiva, fizeram parte os governantes Ana Catarina Mendes, Ana Mendes Godinho e Pedro Adão e Silva.

O movimento sindical no marcelismo alimentou-se de “esperanças e ilusões” após a queda de Salazar, ao mesmo tempo que recebeu do regime uma resposta dura, mas conseguiu gerar uma “enorme mudança” que levaria à revolução de 1974.

Este é o tema da exposição “Unidos Venceremos! Protesto, Greves e Sindicatos no Marcelismo (1968-1974)”, dividida entre Lisboa e o Barreiro, em Setúbal, que abre portas hoje, no Dia do Trabalhador, e é organizada pela Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril de 1974 e pela Ephemera - Associação Cultural.

A exposição tem entrada livre e está no Hub Criativo do Beato, em Lisboa, e nas Oficinas da CP, no Barreiro, até 30 de junho.

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