opinião

Francisco

6 mai, 07:00

Há uma pergunta que circula na imprensa internacional e que tem sido analisada em múltiplos espaços mediáticos: será que a Rússia vai lançar uma ofensiva em grande escala no dia 9 de Maio, data em que se comemora a vitória Russa na Segunda Guerra Mundial? Tenho as minhas dúvidas. Creio que este conflito está longe de ser resolvido. A nível diplomático foi um fracasso. A nível militar há avanços e recuos todos os dias de ambas as partes. 

No centro da minha reflexão está a figura do Papa. Francisco pediu esta semana um encontro em Moscovo com Vladimir Putin. Não obteve resposta. 

Importa sublinhar que Francisco é um Papa diferente. Enfrentou a ala mais conservadora do Vaticano; insurgiu-se de uma forma assertiva contra os abusos sexuais dentro da igreja católica; promoveu a aproximação dos católicos a outras religiões; sai de carro para se deslocar às lojas da sua preferência em Roma. 

No actual contexto, está declaradamente empenhado em promover a paz. 

A acrescentar a tudo isto, é um Papa que dá entrevistas. Foi o que aconteceu esta semana. Respondendo às perguntas do jornal Italiano Corriere della Sera, reconheceu que já falou com Volodomir Zelenski mas que ainda não foi bem sucedido com Vladimir Putin. 

Afirmou: "Estou pessimista, mas devemos fazer todos os gestos possíveis para parar a guerra". E revelou ainda que tinha falado, por videoconferência, com o chefe da igreja ortodoxa Russa, o Patriarca Kirill, mas explicitou que, nos primeiros vinte minutos dessa conversa, o Patriarca esteve a justificar a invasão Russa. Assim é Francisco. Como todos os Papas ficará na História mas… de uma forma distintiva.

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