Presidente do São Paulo: «Chega do Abel apitar jogos no Paulistão»

4 mar, 09:45
Cruzeiro-Palmeiras (EPA/Yuri Edmundo)

Julio Casares decretou «luto» no Paulistão, argumentando que o treinador português, e respetiva equipa técnica, foram beneficiados pelo critério do árbitro

No final da partida entre São Paulo e Palmeiras (1-1), a contar para a 11.ª jornada do Campeonato Paulista, o presidente do «tricolor» surgiu revoltado na zona mista do Morumbi. Aos jornalistas, Julio Casares visou a equipa de arbitragem e Abel Ferreira, lamentando as decisões «prejudiciais» ao São Paulo durante a prova.

«Foi um absurdo. A Federação Paulista faz o melhor campeonato do Brasil, mas não pode agir desta forma. Eu vi a equipa de arbitragem insultar o Calleri e o adjunto do Abel Ferreira a rir, ironizando. Chega do Abel apitar jogos no Paulistão. Ou a Federação tem força e autonomia, ou vamos repudiar em todas as instâncias», começou por argumentar.

Para Julio Casares, o penálti assinalado a favor do Palmeiras, por falta do guardião Rafael, foi «absurdo». Em sentido contrário, refere, ficou por assinalar «um penálti legítimo» a favor do São Paulo.

«O VAR chamou o árbitro, que se acovardou [e não assinalou penálti]. Hoje é um dia triste na memória do futebol paulista. Quanto ao penálti [a favor do Palmeiras], se for sempre assim, então o árbitro terá de dar quatro ou cinco a cada jogo, porque foi numa saída do guarda-redes. Lamento, a nossa vitória seria merecida. Não se faz futebol assim. Aqui no Morumbi isso não vai acontecer mais», reiterou.

Alegando que Abel Ferreira deveria ter sido expulso, o presidente do «tricolor» decretou o «luto» do futebol paulista.

Entretanto, Abel Ferreira não pôde falar aos jornalistas, uma vez que, de acordo com o Palmeiras, a estrutura do São Paulo terá impedido a realização da conferência de imprensa.

«Como não nos foi oferecida qualquer alternativa (nem mesmo a zona mista), a conferência de imprensa foi cancelada. O argumento usado pelo São Paulo ("reciprocidade") não condiz com a verdade. (...) Relatamos o ato de hostilidade à Federação Paulista de Futebol», lê-se nas redes sociais do Palmeiras.

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