Medidas de coação para presidente e vice de Montalegre só serão conhecidas na segunda-feira

Agência Lusa , BCE
30 out, 16:47

Os autarcas e o chefe de gabinete da divisão de obras municipais foram detidos por estarem indiciados dos crimes de associação criminosa, prevaricação, recebimento indevido de vantagem, falsificação de documentos, abuso de poder e participação económica em negócio.

As medidas de coação aplicadas ao presidente e ao vice-presidente da Câmara de Montalegre (Vila Real), que renunciaram aos cargos na sexta-feira, só deverão ser conhecidas na segunda-feira, disse um dos advogados.

O advogado Ricardo Sá Fernandes, representante do vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, David Teixeira, adiantou à agência Lusa que o Ministério Público vai propor prisão preventiva para os dois autarcas.

O presidente da autarquia, Orlando Alves, e o vice-presidente, David Teixeira, foram ouvidos este fim de semana no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto.

Orlando Alves, David Teixeira e ainda o chefe de gabinete da divisão de obras municipais foram detidos na quinta-feira pela Polícia Judiciária (PJ) no âmbito da operação “Alquimia”, por estarem indiciados dos crimes de associação criminosa, prevaricação, recebimento indevido de vantagem, falsificação de documentos, abuso de poder e participação económica em negócio.

Em comunicado divulgado na quinta-feira, a PJ explicou que a investigação versa sobre “um volume global de procedimentos de contratação pública, no período de 2014 a 2022, suspeitos de viciação para benefício de determinados operadores económicos, num valor que ascende a 20 milhões de euros”.

Em comunicado divulgado também na quinta-feira, a Câmara de Montalegre disse que o edifício dos Paços do Concelho foi alvo de buscas por elementos da PJ, acompanhados por procuradores do Departamento de Investigação e Ação Penal Regional do Porto, no âmbito de uma investigação relacionada com processos de contratação pública.

Orlando Alves e David Teixeira assumiram os cargos na Câmara de Montalegre em 2013, estando a cumprir o terceiro mandato. Nas eleições autárquicas de 2021, em Montalegre, o PS obteve 51,17% dos votos e conquistou quatro mandatos e o PSD três mandatos (42,35%).

De acordo com o comunicado divulgado pela PJ, foram executadas dezenas de buscas, domiciliárias e não domiciliárias, que visaram os serviços de uma autarquia local e diversas empresas nos concelhos de Montalegre, Braga, Famalicão e Vila do Conde, tendo-se procedido à detenção dos três homens.

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