Extremistas preparavam rapto de ministro alemão e queriam cortar a energia para provocar guerra civil. Acabaram detidos

14 abr, 11:23
Karl Lauterbach (AP Photo)

Grupo tinha ainda planeado outros ataques violentos, alguns com recurso a bombas

A operação tinha por nome "Klabautermann" e o objetivo era este: raptar o ministro da Saúde, Karl Lauterbach. Segundo o jornal alemão Bild, os organizadores do ataque, membros de grupos extremistas, combinaram tudo através de grupos no Telegram e já tinham conseguido juntar 12 mil euros para comprarem 12 Kalashnikov, pistolas e explosivos.

Os planos falharam, uma vez que o Ministério Público de Koblenz conseguiu enganar os terroristas e desmontar o esquema antes que este fosse colocado em prática. Em declarações ao Bild, o ministro federal da Saúde, Karl Lauterbach, mostrou-se consternado, mas garantiu que os extremistas "não terão sucesso".

"Alguns negacionistas da covid não estão preocupados com a luta contra as vacinas ou com os problemas da doença. Estão a lutar contra a ordem básica da democracia. Mas não vão ter sucesso com isso. Não vou deixar que isso me detenha, vou continuar a apoiar toda a população. Isto é o exemplo de como a nossa sociedade está dividida. Superar esta divisão e recuperar a confiança continua a ser o objetivo das minhas políticas", afirmou.

Através de uma venda de armas falsa, que fazia parte de uma investigação que durou várias semanas, os agentes conseguiram desmantelar a operação e deter quatro suspeitos. Há ainda outras 12 pessoas a serem investigadas.

Além do rapto, o grupo extremista tinha ainda planeado outros ataques violentos, alguns com recurso a bombas, na Alemanha. Segundo o procurador-geral de Koblenz, o objetivo era provocar uma falha de energia nacional e duradora para criar condições semelhantes à da guerra civil e, consequentemente, conseguirem derrubar o governo da Alemanha.

Neste momento, de acordo com a revista Report Mainz, a polícia fez buscas em 21 casas e apartamentos em várias cidades, durante as quais foi recolhido material digital incriminatório, computadores e telemóveis.

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