Coreia do Sul não alinha no boicote às Olimpíadas de Inverno

13 dez 2021, 07:58
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Presidente sul-coreano demarcou-se da iniciativa norte-americana de boicote diplomático aos Jogos Olímpicos deste Inverno em Pequim

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A Coreia do Sul assumiu esta segunda-feira que não vai alinhar com alguns dos seus aliados no boicote diplomático aos Jogos Olímpicos de Inverno que decorrem em fevereiro em Pequim. O anúncio foi feito pelo presidente sul-coreano, Moon Jae-in, durante uma visita à Austrália, um dos países que se juntaram ao boicote lançado pelos Estados Unidos. Trata-se de uma dissonância importante entre os aliados dos EUA na região, e de uma considerável vitória diplomática para a China.

Falando em Canberra, onde esteve com o primeiro-ministro australiano Scott Morrison, Moon disse que o seu país "não é a considerar" o boicote diplomático às Olimpíadas de Inverno como forma de protestar contra as violações dos direitos humanos na China. Apesar de ter admitido que as relações de Seul com Pequim “têm alguns aspetos conflitantes e concorrentes”, o presidente sul-coreano pôs a tónica na necessidade de trabalhar com as autoridades chinesas para assegurar a paz naquela região do mundo. 

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“Precisamos dos esforços construtivos da China para permitir a desnuclearização da Coreia do Norte”, disse Moon, salientando as vantagens de um relacionamento harmonioso entre Seul e Pequim.

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Prioridade ao diálogo entre as duas Coreias

Para além de a China ser o principal parceiro económico da Coreia do Sul, é o país essencial para os esforços de paz entre as duas Coreias, que tem sido uma das maiores apostas políticas do mandato de Moon Jae-in. O presidente sul-coreano está em final de mandato, e tem redobrado os esforços para a uma declaração oficial conjunta pondo fim ao conflito na península coreana, que está em aberto desde 1950. Um objetivo que não será possível sem o apoio chinês, enquanto grande super-potência da Ásia-Pacífico.

O presidente sul-coreano assegurou que Washington não fez qualquer pressão no sentido de que Seul alinhasse num boicote diplomático aos Jogos de Inverno, apesar de vários meios de comunicação internacionais terem dado conta de movimentações diplomáticas nesse sentido.

O Japão é outro importante aliado dos EUA na região que deverá demarcar-se do boicote diplomático anunciado há uma semana pela Casa Branca. Tóquio está a preparar-se para enviar uma representação oficial aos Jogos de Pequim, porém, deverá optar por figuras de segunda linha, sem envolver membros do governo nas delegações oficiais.

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