“Não viabilizaremos uma solução de tipo bloco central”, garante Cotrim Figueiredo

Agência Lusa , NM
11 dez 2021, 20:33

O presidente da Iniciativa Liberal reiterou ainda que está convicto que o partido um dia “poder em Portugal”, mas que esse não é um objetivo que deva ser atingido a qualquer custo

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O presidente recandidato da IL, João Cotrim Figueiredo, avisou este sábado que não viabilizará um bloco central depois das eleições legislativas, convicto que o partido será um dia “poder em Portugal”, um objetivo sem pressas e não a qualquer custo.

João Cotrim Figueiredo, primeiro subscritor da única moção de estratégia global em discussão na VI Convenção Nacional da Iniciativa Liberal (IL) - que decorrerá até domingo em Lisboa –, apresentou este sábado este documento estratégico durante cerca de 40 minutos aos membros do partido.

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Em relação à estratégia de alianças para as eleições legislativas, o presidente recandidato começou por reafirmar que “não haverá acordos, nem pré nem pós eleitorais, com PS, PCP, BE e Chega”, mas deixou outro aviso.

“Não viabilizaremos uma solução de tipo bloco central”, declarou, justificando que esta decisão não é apenas “pelo argumento verdadeiro, mas já gasto de que um bloco central é uma maneira de fazer crescer os extremos do sistema”.

Para Cotrim Figueiredo, “se há coisa que eu acho que é necessário ter agora no início de 2022”, aquando das eleições legislativas de 30 de janeiro, “é clareza nas escolhas”.

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“A menos que alguém esteja a pensar que, agora que vem aí uns baús de dinheiro durante alguns anos, que é boa altura para que o bloco central e o bloco dos interesses se voltem a juntar. Connosco não contam para isso”, reiterou.

O deputado único liberal deixou claro que o partido “tem como principal objetivo, mais tarde ou mais cedo, mudar o estado das coisas”, ou seja, “exercer o poder”.

“Não temos pressa, não tomaremos atalhos, não trocaremos convicções por cargos, mas seremos um dia poder em Portugal”, afirmou.

Garantindo que o partido não irá procurar esse poder “a todo o custo” nem trairá os valores da IL, Cotrim Figueiredo deixou um apelo.

“Não podemos perder esta oportunidade, com as tais garantias que não vamos vender a alma ao diabo em circunstância nenhuma, mas é uma oportunidade. não podemos perder esta oportunidade e para isso temos que nos mostrar preparados”, pediu, batendo no púlpito no qual se lê, precisamente, “preparados”.

Além de ter reafirmado os objetivos claros com os quais a IL se apresenta às eleições legislativas de 30 de janeiro – 4,5% dos votos e cinco deputados -, o presidente da Iniciativa Liberal apontou também metas já para as próximas legislativas da Madeira.

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“Vamos chegar ao fim de 2023 com um liberal sentado no parlamento da Madeira”, disse, assegurando que o partido irá em listas próprias.

A apresentação da moção passou por todos os eixos da mesma e não só as questões eleitorais, considerando João Cotrim Figueiredo que “um partido de ideias não podia deixar de passar a oportunidade sem reafirmar as suas posições”

“Somos inegavelmente o partido de todos os liberais portugueses”, afirmou.

Para além de um partido político, a IL é, segundo o seu líder, um “movimento cultural, um movimento de contracultura” porque é necessário “desalojar ideias dominantes” e “inspirar o amor pela liberdade”.

“Sublinhamos aqui a nossa convicção profunda que é no indivíduo que reside a soberania política”, sublinhou, defendendo que a IL tem que “ser o partido liberal em toda a linha”.

Cotrim Figueiredo enfatizou ainda a ideia de que a IL não é “como os outros partidos”, avisando quem “acha vai alimentar politiquice interna para benefício próprio” ou que este “é um bom sítio para fazer carreira” se deve desenganar.

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